Delegação americana chega ao Líbano para negociar retirada israelense de zonas-piloto
Uma delegação militar dos Estados Unidos está em Beirute para negociar com o exército libanês as condições para a implementação da retirada israelense de uma das "zonas-piloto" no sul do país, parcialmente ocupado por Israel. A informação foi divulgada neste sábado (12) por uma autoridade militar libanesa.
Segundo um acordo concluído em 26 de junho, Israel deve se retirar gradualmente de áreas do sul do Líbano onde mantém tropas mobilizadas desde a guerra iniciada em março contra o Hezbollah, movimento islâmico apoiado pelo Irã.
O documento prevê que o Exército libanês reassuma o controle total de dois setores limitados, classificados como "zonas-piloto". O objetivo é permitir o deslocamento do Exército para essas áreas. A primeira zona-piloto será implementada nos próximos dias, e as outras estão em fase de delimitação e preparação, de acordo com uma autoridade americana em Washington.
O Comando Militar dos EUA para o Oriente Médio (Centcom) coordenará a operação com os dois países. O acordo de junho, rejeitado pelo Hezbollah, não estabelece um calendário para a retirada israelense. As autoridades israelenses afirmaram que suas tropas permanecerão mobilizadas em uma "zona de segurança" com dez quilômetros de profundidade até o desarmamento do Hezbollah.
Milhares de deslocados
A redução da intensidade dos combates no sul do país após o acordo permitiu que mais de 732 mil pessoas retornassem para suas casas, segundo dados divulgados neste sábado pelo Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha).
Ainda assim, 430 mil pessoas continuam deslocadas em decorrência do conflito. Neste sábado, as cidades de Kfar Tebnit, Mansouri e Majdal Zoun, no sul do Líbano, foram atingidas por bombardeios que não deixaram vítimas, informou um veículo estatal.
A próxima rodada de negociações entre Líbano e Israel deverá ocorrer na próxima semana, em Roma. O Líbano condiciona sua participação nessas discussões à retirada israelense das duas zonas-piloto. As negociações antecederão a visita do presidente libanês, Joseph Aoun, a Washington, prevista para o fim deste mês a convite de Donald Trump.
Com agências
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