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Defesa de brasileira acusada de matar namorado na Itália pede absolvição

Adilma Pereira pode ser condenada à prisão perpétua

15 jun 2026 - 10h05
(atualizado às 11h31)
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A defesa da brasileira Adilma Pereira Carneiro, de 50 anos, acusada de ser a mandante do assassinato do companheiro Fabio Ravasio, 52, pediu à Corte de Busto Arsizio, na Itália, a absolvição da ré.

Adilma Pereira é acusada de organizar homicídio de Fabio Ravasio
Adilma Pereira é acusada de organizar homicídio de Fabio Ravasio
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A solicitação foi feita pelo advogado Mattia Fontanesi, que representa Adilma com a colega Denise Pedrali, durante a audiência final do julgamento, nesta segunda-feira (15).

Fontanesi questionou se as declarações dos outros réus, que citam a brasileira como mandante do crime, constituem, de fato, uma "ordem de homicídio". A defesa também contestou o conjunto probatório, afirmando que os depoimentos dos outros sete acusados são desprovidos de elementos de corroboração e marcados por numerosas contradições.

Ravasio foi atropelado e morto em 9 de agosto de 2024, em Parabiago, na província de Milão, em um crime que inicialmente pareceu ter sido um acidente de trânsito.

No entanto, segundo o Ministério Público, que pediu prisão perpétua para Adilma, ela orquestrou o homicídio durante meses por motivos econômicos, com o objetivo de ficar com o patrimônio do namorado, avaliado em cerca de 3 milhões de euros.

Durante a audiência desta segunda-feira, Adilma deu declarações espontâneas e negou ter motivação econômica para matar o companheiro. Além disso, afirmou ter sido vítima de perseguição por parte de Massimo Ferretti, seu ex-amante e também réu no processo. Ela alegou ainda que descobriu, após o crime, que Ferretti procurava alguém para matar Ravasio.

"Quero que esclareçam o que aconteceu. Não havia razão econômica, eu não precisava dar um sumiço em Fabio", disse a acusada, que também denunciou uma "manipulação" do caso por parte da imprensa, de quem ganhou o apelido de "louva-a-deus de Parabiago" ? fêmeas desse inseto matam e consomem os machos após o acasalamento.

Adilma lamentou o desaparecimento de um telefone celular e a não recuperação de elementos que, segundo ela, poderiam contribuir para sua defesa. "A verdade foi escondida. Tenho direito de ser protegida", declarou ela aos juízes.

A brasileira é a principal ré no processo e teria agido ao lado de sete cúmplices: Marcello Trifone (seu marido no papel), Igor Benedito (filho da acusada) e Massimo Ferretti (ex-amante), além de Fabio Oliva, Mirko Piazza, Fabio Lavezzo e Mohamed Daibi.

Segundo a acusação, o carro que atropelou Ravasio levava Adilma, Trifone, Ferretti, Benedito (que dirigia o veículo) e Lavezzo, então namorado da filha de Adilma.

Piazza, por sua vez, era o responsável por avisar Benedito sobre a aproximação da vítima, enquanto Daibi fingiu um mal-estar para atrapalhar o trânsito e facilitar a fuga do carro. Já Oliva, que é mecânico, realizou reparos no automóvel.

Após a morte de Ravasio, a Justiça italiana reabriu a investigação sobre o falecimento de um ex-marido da brasileira, Michele Della Malva, em dezembro de 2011. Para o Ministério Público, a morte, inicialmente atribuída a um infarto, pode ter sido provocada por envenenamento a mando da "louva-a-deus".

Ansa - Brasil
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