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Cúpula em Paris propõe sancionar quem boicotar eleições na Líbia

12 nov 2021 - 17h03
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A comunidade internacional reunida em Paris para debater a crise na Líbia alertou nesta sexta-feira (12) para possíveis sanções dentro do Conselho de Segurança "a pessoas ou entidades" que dificultarem as eleições líbias marcadas para o próximo dia 24 de dezembro.

    "Indivíduos ou entidades, dentro ou fora da Líbia, que tentem obstruir, minar, manipular ou falsificar o processo eleitoral e a transição política devem ser responsabilizados por isso e podem ser incluídos na lista do comitê de sanções do Conselho de Segurança de acordo com a resolução 2571 de 2021 ", disse a declaração conjunta.

    O encontro, promovido pela França e co-presidido pela Alemanha, Itália, ONU e a própria Líbia, foi realizado na Maison de la Chimie, em Paris, e também alertou sobre os maus tratos aos imigrantes que vivem na Líbia e são traficados.

    Além do presidente francês, Emmanuel Macron, participaram a chanceler alemã, Angela Merkel, o premiê italiano, Mario Draghi, e os líbios Mohamad Al-Manfi, presidente do Conselho Presidencial, e Abdelhamid Dbeibah, primeiro-ministro. Já o secretário-geral da ONU, António Guterres, interviu por videoconferência.

    Representantes da maioria dos países envolvidos na crise líbia ou na reestruturação da nação, como a vice-presidente americana, Kamala Harris, o presidente egípcio Abdel Fattah al-Sissi, e o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, também estiveram presentes na reunião.

    No documento final, os líderes internacionais se comprometeram a promover "uma implementação sincronizada, progressiva e equilibrada do plano de ação" para a retirada de mercenários e combatentes estrangeiros, que estão ligados à Rússia e à Turquia.

    Além disso, todos confirmaram o "compromisso" da comunidade internacional pela paz e estabilidade de uma Líbia "totalmente soberana, unida e democrática".

    Durante a coletiva de imprensa final, o premiê italiano reiterou que "é importante que as eleições - presidencial e parlamentar - ocorram simultaneamente em 24 de dezembro. Mas para isso é necessária uma lei eleitoral".

    "Espero, portanto, que esta lei seja feita com o 'acordo de todos que trabalharão juntos não nas próximas semanas, mas nos próximos dias, porque é urgente poder votar no dia 24 de dezembro", enfatizou Draghi.

    No momento, a eleição presidencial está prevista para 24 de dezembro e o pleito legislativo marcado para acontecer cerca de um mês depois. No entanto, a comunidade internacional pretende garantir que os líbios se comprometam com um voto transparente e mais inclusivo para evitar um novo conflito, como ocorreu em 2014.

    "A realização das eleições em 24 de dezembro é a vontade clara do povo líbio, como evidenciado pelo registro de cerca de 3 milhões de eleitores", alertou Draghi.

    Segundo o político italiano, "depois de anos de conflito, o povo líbio deve ser capaz de se expressar em eleições livres, transparentes e confiáveis". Além disso, "a retirada de alguns mercenários estrangeiros antes das eleições ajudaria a construir a confiança entre os partidos".

    "A presença de Manfi e Dbeibah é a demonstração de que estão prontos para trabalhar juntos para nomeações muito complicadas, mas para as quais estamos confiantes de que serão resolvidas da melhor maneira para a Líbia", enfatizou Draghi.

    Um dos quatro pilares para a estabilização da Líbia, de acordo com Draghi, é o tema "direitos humanos, uma questão que deve ser abordada pelo trabalho conjunto".

    Para o primeiro-ministro da Itália, existe a necessidade de acelerar as reformas econômicas, aprovando um orçamento nacional único e consolidando o banco central, para financiar a retomada das atividades do povo líbio.

    A questão sobre os migrantes também foi citada por Draghi, que ressaltou que "estes desembarques contínuos" de refugiados "na Itália tornam a situação insustentável" e a UE deve encontrar um acordo sobre o tema.

    "Nós próprios devemos poder investir mais na Líbia, gastar mais dinheiro para criar condições mais humanas" na frente da imigração, "que muitas vezes não tem origem na Líbia mas sim nos países vizinhos", acrescentou.

    Por fim, Draghi ressaltou que a "Itália está pronta para dar seu apoio" e a "plena implementação do acordo de cessar-fogo de 23 de outubro de 2020 continua a ser um objetivo fundamental".

    "A ausência substancial de conflito no último ano e a reabertura da estrada costeira são objetivos importantes que não devem ser contrariados. A normalização da Líbia também envolve um sistema econômico capaz de atender às necessidades da população e favorecer os investimentos estrangeiros ", finalizou o italiano.

Ansa - Brasil
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