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Cuba denuncia suposto complô internacional para silenciar povo da Venezuela

1 ago 2017 - 08h39
(atualizado às 09h03)
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Cuba elogiou a eleição de uma Assembleia Constituinte na Venezuela e denunciou o que chamou de complô internacional para silenciar a vontade do povo venezuelano, após sanções impostas pelos Estados Unidos ao aliado-chave do regime cubano.

Bandeiras de Cuba e da Venezuela na praia de La Guaira, perto de Caracas 22/01/2011 REUTERS/Jorge Silva
Bandeiras de Cuba e da Venezuela na praia de La Guaira, perto de Caracas 22/01/2011 REUTERS/Jorge Silva
Foto: Reuters

"Cuba denuncia o desencadear de uma operação internacional bem orquestrada, dirigida em Washington... para silenciar a voz do povo venezuelano", disse o governo em um comunicado publicado pela mídia estatal na segunda-feira.

O governo dos EUA impôs sanções ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no início da segunda-feira em reação à eleição de domingo, que classificou como uma "fraude".

Governos como os de Espanha, Canadá, Argentina e Peru se uniram a Washington na condenação da votação, que foi boicotada pela oposição e vista por muitos como uma afronta à democracia.

"Conhecemos bem estas práticas intervencionistas", afirmou o governo cubano.

Os EUA impuseram um embargo econômico devastador à ilha caribenha após sua revolução de 1959, que Havana diz ter lhe custado mais de 100 bilhões de dólares.

"Eles acham que conseguirão submeter o povo a uma oposição manipulada que financiaram", disse o comunicado.

Cuba disse que só o povo venezuelano pode decidir como superar seus problemas e reiterou sua solidariedade com este e seu governo.

Venezuela e Cuba se tornaram aliados próximos no final dos anos 1990 sob as lideranças respectivas de Fidel Castro e seu discípulo mais jovem, Hugo Chávez, ambos já falecidos.

Sua relação pessoal e política resultou em uma grande ajuda da Venezuela à ilha e em uma estratégia comum para promover a união latino-americana contra a influência dos EUA na região.

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