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Coreia do Norte abandona acordo militar com Coreia do Sul e promete novas armas na fronteira

23 nov 2023 - 10h22
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A Coreia do Norte disse nesta quinta-feira que implantará forças militares mais fortes e novas armas em sua fronteira com a Coreia do Sul, um dia depois que Seul suspendeu parte de um acordo militar de 2018 entre os dois países em protesto contra o lançamento de um satélite espião por Pyongyang.

O Ministério da Defesa da Coreia do Norte disse em um comunicado divulgado pela agência de notícias KCNA que restaurará todas as medidas militares que haviam sido interrompidas sob o acordo com a Coreia do Sul, que foi projetado para diminuir a tensão ao longo da fronteira compartilhada.

"De agora em diante, nosso Exército nunca estará vinculado ao Acordo Militar Norte-Sul de 19 de setembro", disse o comunicado. "Retiraremos as medidas militares tomadas para evitar tensões e conflitos militares em todas as esferas, incluindo terra, mar e ar, e implantaremos forças armadas mais poderosas e novos tipos de equipamentos militares na região ao longo da Linha de Demarcação Militar."

O lançamento do satélite de terça-feira foi a terceira tentativa da Coreia do Norte neste ano, depois de dois fracassos, e ocorreu após uma rara viagem do líder norte-coreano Kim Jong Un à Rússia, durante a qual o presidente Vladimir Putin prometeu ajudar Pyongyang a construir satélites.

Autoridades sul-coreanas disseram que o último lançamento provavelmente envolveu assistência técnica russa em uma parceria crescente que viu Pyongyang fornecer à Rússia milhões de projéteis de artilharia.

A Rússia e a Coreia do Norte negaram acordos de armas, mas prometeram uma cooperação mais profunda, inclusive em satélites.

Na quarta-feira, a Coreia do Sul suspendeu parte do acordo intercoreano em resposta ao lançamento de Pyongyang e disse que aumentaria imediatamente a vigilância ao longo da fronteira fortemente fortificada com o Norte.

A Coreia do Norte acusou a Coreia do Sul de desfazer o acordo, conhecido como Acordo Militar Compreensivo (CMA), e disse que Seul será considerada "totalmente responsável caso ocorra um confronto irrecuperável" entre as duas Coreias.

A declaração da Coreia do Norte foi feita horas depois de o país ter disparado um míssil balístico em direção ao mar ao largo de sua costa leste na noite de quarta-feira. Os militares da Coreia do Sul disseram que o lançamento parece ter falhado.

Um porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos disse que a decisão da Coreia do Sul de suspender parte do CMA foi uma "resposta prudente e comedida", citando o "fracasso da Coreia do Norte em aderir ao acordo".

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