Script = https://s1.trrsf.com/update-1778180706/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Mundo

Publicidade

Contratação de médicos estrangeiros por países desenvolvidos dá salto de 86% em 20 anos, diz OCDE

Profissionais da saúde nascidos no exterior são cada vez mais numerosos em países desenvolvidos. No período entre 2001 e 2021, o número de médicos estrangeiros contratados por nações ricas aumentou 86% A informação consta de um relatório publicado nesta segunda-feira (3) pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

3 nov 2025 - 16h23
(atualizado às 16h38)
Compartilhar
Exibir comentários

Profissionais da saúde nascidos no exterior são cada vez mais numerosos em países desenvolvidos. No período entre 2001 e 2021, o número de médicos estrangeiros contratados por nações ricas aumentou 86%  A informação consta de um relatório publicado nesta segunda-feira (3) pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). 

A Ásia continua sendo o principal continente de origem de médicos (40%) e enfermeiros (37%) estrangeiros em países ricos, diz novo relatório da OCDE.
A Ásia continua sendo o principal continente de origem de médicos (40%) e enfermeiros (37%) estrangeiros em países ricos, diz novo relatório da OCDE.
Foto: © Getty Images - PonyWang / RFI

"A escassez de profissionais de saúde, provocada pelo envelhecimento da população, o aumento das necessidades assistenciais e a crescente demanda por serviços médicos representa hoje um desafio importante para todos os países da OCDE", afirma o organismo formado por 38 Estados-membros e sediado em Paris, em seu relatório anual sobre migrações internacionais.

Nos últimos 20 anos, o número de médicos originários de outros países mais que triplicou na Finlândia, Alemanha, Noruega, Suíça e Espanha. Os estrangeiros representam 54% dos profissionais da Medicina na Austrália, 49% na Irlanda, 41% no Reino Unido, 37% no Canadá, 30% nos Estados Unidos, 22% na Alemanha e 18% na França.

Além do salto na contratação de médicos entre 2001 e 2021, o relatório da OCDE ainda aponta para um aumento de 142% de enfermeiros pelos sistemas de saúde de países desenvolvidos. No setor de enfermagem, os trabalhadores nascidos no exterior representam 28% no Reino Unido, 19% na Alemanha, 6% na França e 5,5% na Espanha. 

Origem dos profissionais estrangeiros

A Ásia continua sendo o principal continente de origem de médicos (40%) e enfermeiros (37%) estrangeiros em países ricos. A Índia, a Alemanha e a China são os principais países de origem dos médicos, enquanto as Filipinas, a Índia e a Polônia lideram o ranking dos enfermeiros.

Na Espanha, 76,9% dos profissionais formados em Medicina nascidos no exterior são latino-americanos. Em Portugal e na França, a maioria dos médicos nascidos no exterior provém do continente africano, com 39,6% e 49,4% respectivamente.

Padrões similares são observados entre os enfermeiros imigrantes. Eles não só representaram uma parte significativa na Espanha dentro do grupo de profissionais imigrantes (55,7%), mas também na Itália (16,2%) e nos Estados Unidos (22,7%).

No seu relatório, a OCDE aponta que muitos países em desenvolvimento "reagiram reforçando sua capacidade de formação de profissionais de saúde, mas a contratação internacional de médicos e pessoal de enfermagem também continua aumentando" nos últimos anos. Por outro lado, o balanço indica que "o reconhecimento das qualificações e a autorização para exercer continuam sendo obstáculos importantes para a inserção profissional dos imigrantes à altura de suas competências".

Escassez de profissionais de saúde

Durante a pandemia de Covid-19, muitos países da OCDE implementaram medidas temporárias para enfrentar a escassez de pessoal no setor, destaca o relatório. O Chile, por exemplo, autorizou seus serviços nacionais de saúde a contratar profissionais de saúde estrangeiros independentemente de seu reconhecimento oficial. O mesmo fizeram Argentina e Peru, que não são membros da OCDE, mas são candidatos à adesão.   

Na Colômbia também foram facilitadas essas medidas, especificamente para os trabalhadores da saúde venezuelanos que já se encontravam no país.

O relatório também alerta para as consequências aos países de origem dessa mobilidade internacional de seus profissionais, que acabam sofrendo com a escassez de profissionais. Segundo Jean-Christophe Dumont, um dos autores do balanço, os países em desenvolvimento "acabam se tornando fornecedores para o restante do mundo".

O economista também alerta para os efeitos em "cascata": a Polônia, cujos médicos são recrutados pela Alemanha - enquanto seus próprios profissionais de saúde migram para a Suíça -, precisa contratar para atender às suas próprias demandas fora da União Europeia.

Com informações da AFP

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra