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Conheça alguns dos principais partidos da direita europeia

23 abr 2010 - 12h15
(atualizado em 23/4/2010 às 16h22)
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No último domingo, a direita sagrou-se vencedora do primeiro turno das eleições legislativas na Hungria. Com 52,7% dos votos, o Fidesz deixou para trás os socialistas do MSZP, atuais governantes do país, que receberam apenas 19,3% dos votos. Em terceiro lugar, com 16,7% dos votos ficou o partido de extrema-direita Jobbik, conhecido por sua retórica racista e antissemita.

O presidente do Fidesz, Viktor Orban (no centro), discursou para partidários
O presidente do Fidesz, Viktor Orban (no centro), discursou para partidários
Foto: EFE

Apesar de ser o exemplo mais recente do ressurgimento da direita fortalecida após a crise econômica mundial, a Hungria não é o único país europeu a viver o fenômeno. Veja abaixo partidos da direita e extrema-direita quem vêm se destacando na atualidade.

Hungria

Fidesz

O partido de centro-direita húngaro foi fundado em 1988 por jovens, na maioria estudantes, perseguidos pelo partido comunista. Na história recente do país, tornou-se importante para o desenvolvimento de um sistema democrático. A partir de 1994, sofreu mudanças relevantes, tornando-se mais conservador. Na época, líderes importantes deixaram a sigla. Em 1998, elegeu Viktor Orbán, atual líder do partido, primeiro-ministro. Em 2002 perdeu por pouco a disputa para o Partido Socialista Húngaro.

Jobbik

O Jobbik (Aliança dos Jovens de Direita - Movimento para uma Hungria melhor) é conhecido pela campanha agressiva que faz contra os ciganos. Os seus membros desfilam com uniformes que recordam os dos fascistas húngaros da década de 1940 e organizam manifestações contra os ciganos. Jobbik e a Guarda Húngara (a quem cabe executar as ações defendidas pelo partido) acusam os ciganos de serem responsáveis pela descida do nível de vida dos húngaros. A chefia do partido fica a cargo de Gabor Vona, 31 anos, que prega que "os húngaros não devem ser cidadãos de segunda classe em seu próprio país".

Holanda

Partido para a Liberdade (PVV)

Conhecido por sua postura islamofóbica, o PVV, liderado por Geert Wilders, ascendeu após a vitória nas eleições municipais de março em Almere e a conquista do segundo lugar em Haia. Fundado em 2006, esse foi o primeiro "teste" do partido extremista, que prega evitar a "islamização da Holanda". O resultado na disputa municipal mostrou que a nova sigla pode supreender nas legislativas antecipadas, convocadas para 9 de junho.

Áustria

Partido da Liberdade da Áustria (FPÖ)

Fundado em 1956, o Partido da Liberdade austríaco foi inicialmente dirigido por ex-membros da SS (a polícia secreta do regime nazista), até Jörg Haider assumir a liderança, em 1986, com um discurso populista e xenófobo, mais voltado para trabalhadores e operários de Viena. Sob sua liderança, o FPÖ cresceu em aceitação até chegar ao posto de segundo mais votado das legislativas de 1999. No ano passado, após a saída de Haider e já sob a liderança de Andreas Moltzer, o partido foi o quarto mais votado do país e elegeu dois deputados.

Reino Unido

Partido Nacional Britânico (BNP)

Fundado em 1982, o Partido Nacional Britânico restringia a filiação a pessoas brancas até 2009, quando foi obrigado pela Justiça a mudar seu estatuto e aceitar militantes de outras raças. O BNP defende especialmente a política anti-imigração. Na última eleição, sob a liderança de Nick Griffin, o partido conseguiu pela primeira vez uma representação na Eurocâmara. Griffin já era conhecido antes de integrar o partido pela militância em grupos de ideologia nazista.

Romênia

Partido da Grande Romênia

O Partido da Grande Romênia foi fundado em 1991 por, entre outros, o atual líder Corneliu Vadim Tudor. Além de, como outros ultra-direitistas europeus, basear-se no nacionalismo, o partido questiona a legitimidade de outras nações, como a Moldávia. Além disso, Vadim e seus colegas do Grande Romênia são considerados antissemitas e homofóbicos. Nas últimas eleições, o partido conquistou mais de 7% dos votos e elegeu dois eurodeputados.

Grécia

Aliança Popular Ortodoxa (Laos)

A aliança liderada por Georgios Karatzaferis é a primeira formação de extrema-direta a chegar ao Parlamento grego desde 1974. Na sua retórica nacionalista, Karatzaferis cita Albânia, Macedônia, Turquia e a imigração como "inimigos" do povo grego. O partido elegeu dois eurodeputados em 2009.

Bélgica

Vlaams Beleng (Interesse Flamengo - VL)

O partido Vlaams Beleng é claramente separatista e luta pela independência da Flandes. Nas últimas eleições europeias, conquistou 6% da preferência e garantiu dois deputados.

Itália

Liga Norte

A Liga Norte (Lega Nord), que desde 1994 integra a coligação partidária da qual faz parte o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, nasceu em 1991 da fusão da Liga Lombarda com outros partidos autônomos no norte do país. De cunho separatista, o partido prega desde a descentralização até a separação do norte do restante do país. Além disso, defende normas rígidas contra a imigração e a redução de ajuda ao sul da Itália.

França

Frente Nacional

A Frente Nacional foi fundada em 1972 por Jean-Marie Le Pen e hoje é considerada a terceira maior força política francesa. Assim como os demais países da direita europeia, defende a maior regulação da imigração, a preservação de culturas locais e o protecionismo econômico. Nas eleições presidenciais de 2002, Le Pen chegou a conquistar o 2º lugar na disputa com Jacques Chirac. Aos 82 anos, o direitista anunciou que deixará a presidência do partido. A eleição para escolher seu sucessor acontece em janeiro de 2011. A filha de Le Pen, Marine, já divulgou que disputará o posto.

Bulgária

Ataka (Ataque)

Fundado em 2005 pelo jornalista búlgaro Volen Siderov, o Ataka é apontado por seus opositores como antissemita e xenófobo. A liderança do partido é exercida por Dimitar Stoïanov, que, na época em que era observador do Parlamento Europeu, ajudou a fortalecer a imagem ultra-direitista do Ataka. Na época, ele enviou uma carta de protesto a todos os deputados contra a eleição da cigana húngara Livia Jaroka como "parlamentar do ano". Nessa carta, escreveu: "Na Bulgária, há mulheres ciganas muito mais bonitas que aquela, e muito mais magras. As mais bonitas custam 5 mil euros". Apesar das polêmicas, o Ataka cresce constantemente nas estimativas de aceitação popular.

Fonte: Redação Terra
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