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Como é o USS Iwo Jima, navio que retirou Nicolás Maduro da Venezuela

O USS Iwo Jima, navio que os Estados Unidos utilizaram para retirar o ditador venezuelano Nicolás Maduro, chama a atenção por ser uma das embarcações de guerra mais versáteis da Marinha dos Estados Unidos. Saiba mais!

5 jan 2026 - 15h00
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O USS Iwo Jima, navio que os Estados Unidos utilizaram para retirar o ditador venezuelano Nicolás Maduro, chama a atenção por ser uma das embarcações de guerra mais versáteis da Marinha dos Estados Unidos. Afinal, a sua projeção se deu para apoiar operações anfíbias e ele funciona como uma espécie de base móvel no mar, capaz de transportar tropas, helicópteros, aviões de decolagem curta e embarcações menores. Assim, em cenários de crise, como evacuações de autoridades ou operações de resgate, esse tipo de navio é acionado justamente pela capacidade de operar de forma autônoma e permanecer próximo à costa por longos períodos.

O perfil do do USS Iwo Jima ajuda a entender por que ele aparece em operações como a que o governo Donald Trump utilizou para descolar Maduro para o território norte-americano. Trata-se de um navio preparado para missões complexas, em que há necessidade de rapidez, proteção militar e apoio logístico em larga escala, sem depender tanto de bases em terra.

Com mais de 250 metros de comprimento, o USS Iwo Jima dispõe de um grande convés de voo, hangares internos e um doca alagável na parte traseira, onde lanchas e veículos anfíbios podem ser lançados – Domínio Público/Wikimedia Commons
Com mais de 250 metros de comprimento, o USS Iwo Jima dispõe de um grande convés de voo, hangares internos e um doca alagável na parte traseira, onde lanchas e veículos anfíbios podem ser lançados – Domínio Público/Wikimedia Commons
Foto: Giro 10

O que é o USS Iwo Jima e qual sua função principal?

O USS Iwo Jima (LHD-7) é um navio de assalto anfíbio da classe Wasp, pertencente à Marinha dos EUA. Seu desenho combina características de um porta-aviões leve com a estrutura de um navio de desembarque. Isso permite que ele transporte e apoie fuzileiros navais, veículos blindados, helicópteros de ataque, aeronaves de transporte e embarcações de desembarque. Portanto, ele serve como uma plataforma completa para levar forças militares do mar para a terra em operações rápidas.

Com mais de 250 metros de comprimento, o USS Iwo Jima dispõe de um grande convés de voo, hangares internos e um doca alagável na parte traseira, onde lanchas e veículos anfíbios podem ser lançados. Ademais, a bordo, há espaço para tripulação, tropas adicionais, centro de comando, área médica ampliada e estoque de suprimentos. Essa estrutura faz o navio adequar-se não apenas para ações de combate, mas também para missões humanitárias, evacuação de civis e apoio em desastres naturais.

USS Iwo Jima e operações na região da Venezuela

A presença do USS Iwo Jima em áreas próximas ao Caribe e à costa da América do Sul ocorreu em diferentes momentos, seja em exercícios militares, seja em operações de apoio. Assim, em cenários de tensão política na Venezuela, análises de defesa costumam citar esse tipo de navio como uma das plataformas para operações envolvendo retirada de autoridades, proteção de cidadãos estrangeiros ou demonstração de capacidade militar dos EUA na região.

No contexto do plano de retirado o presidente Nicolás Maduro do país, o papel do USS Iwo Jima foi o de fornecer apoio logístico, aéreo e de comando a partir do mar. Isso incluiu:

  • Operação de helicópteros de transporte e escolta;
  • Coordenação de forças especiais, caso empregadas;
  • Oferta de instalações médicas e de comunicações seguras;
  • Capacidade de receber e abrigar pessoas removidas do território venezuelano.

Informações detalhadas sobre planos específicos costumam permanecer classificadas ou restritas a relatórios de inteligência. Porém, o perfil do navio se encaixa no tipo de missão que exige rapidez, discrição relativa e grande capacidade de coordenação.

Como o navio foi equipado para a operação de retirada?

O USS Iwo Jima adapta-se a diferentes tipos de cenários de crise, incluindo a retirada de líderes políticos, diplomatas ou grupos sob risco. Para isso, conta com uma combinação de meios militares e infraestrutura de apoio que costuma incluir:

  1. Convés de voo amplo: capaz de operar diversos helicópteros simultaneamente, facilitando pousos e decolagens em sequência.
  2. Hangar interno: área protegida para manutenção e preparação de aeronaves.
  3. Doca alagável: permite o uso de embarcações rápidas, que podem se aproximar de áreas costeiras rasas.
  4. Centro de Comando e Controle: sistemas de comunicação avançados para coordenar forças em terra, ar e mar.
  5. Instalações médicas: enfermaria ampliada, com capacidade de atender feridos e estabilizar pacientes em situações de conflito.

Na operação voltada para a saída de Nicolás Maduro da Venezuela, a configuração envolveu helicópteros partindo do USS Iwo Jima, com apoio de escolta armada, seguindo rotas planejadas de forma a reduzir riscos. Assim, o navio funcionou como ponto de partida, posto de comando e destino final inicial para qualquer autoridade retirada, antes do traslado para os Estados Unidos.

A bordo do USS Iwo Jima, há espaço para tripulação, tropas adicionais, centro de comando, área médica ampliada e estoque de suprimentos – Nrbelex/Wikimedia Commons
A bordo do USS Iwo Jima, há espaço para tripulação, tropas adicionais, centro de comando, área médica ampliada e estoque de suprimentos – Nrbelex/Wikimedia Commons
Foto: Giro 10

Por que o USS Iwo Jima é uma peça estratégica?

Entre os navios de assalto anfíbio, o USS Iwo Jima se destaca pela flexibilidade de emprego. Afinal, ele pode aparecer em operações militares diretas, mas também em ações de caráter político e diplomático. Nestes casos, a presença de um grande navio de guerra próximo à costa atua como elemento de pressão. Ao mesmo tempo, é garantia de evacuação rápida se a situação em terra se deteriorar.

Essa combinação de projeção de poder e capacidade de resgate torna o navio relevante em discussões sobre os cenários de transição na Venezuela. Em análises estratégicas, o USS Iwo Jima aparece como um dos ativos que os Estados Unidos posicionaram na região na retirada de lideranças. Além disso, ao negociar saídas seguras ou apoiar operações de mudança de governo mediadas internacionalmente.

Dessa forma, o USS Iwo Jima é visto menos como um símbolo isolado de força militar e mais como uma plataforma completa, preparada para atuar em situações em que política, segurança e diplomacia se misturam. No debate sobre a crise venezuelana, esse tipo de navio ajuda a ilustrar como as grandes potências estruturam, no campo militar, as opções disponíveis para lidar com governos contestados, como o de Nicolás Maduro.

Giro 10
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