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Com poucos sinais de solução para a Síria, União Europeia promete mais apoio a refugiados

27 mai 2024 - 21h03
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A União Europeia prometeu mais de 2 bilhões de euros nesta segunda-feira para apoiar refugiados sírios, mas rechaçou qualquer ideia de que eles possam voltar para casa devido à instabilidade do governo do presidente sírio, Bashar Al-Assad. 

Antes de uma conferência de doadores liderada pela UE sobre a guerra de 13 anos, o ministro das Relações Exteriores da Jordânia disse que a comunidade internacional está abandonando os refugiados sírios, com queda no financiamento para ajudá-los em países anfitriões, e sugeriu que é preciso encontrar maneiras para facilitar o retorno voluntário à Síria. 

A conferência da UE busca manter a guerra na agenda, assim como o apoio para milhões de refugiados que o conflito criou. No entanto, com o fardo econômico e social sobre os países vizinhos crescendo, o bloco está dividido e incapaz de encontrar soluções, segundo diplomatas. 

O retorno de refugiados, no entanto, ainda não é uma delas, como o chefe de política externa do bloco, Josep Borrell, deixou claro no começo da conferência. 

"Embora a União Europeia deseje que o retorno para casa fosse uma opção realista para todos os refugiados, sempre e em todos os lugares, concordamos com o sistema da ONU de que atualmente as condições para retornos seguros, voluntários e dignos não existem na Síria", disse Borrell. 

"Insistimos que o principal responsável por estabelecer essas condições é o regime Assad". 

Borrell afirmou que o bloco está prometendo 560 milhões de euros em 2024 e 2025 para apoiar refugiados na Síria, no Líbano, no Iraque e na Jordânia, além de mais 1 bilhão de euros para a Turquia.

A Síria se tornou uma crise esquecida em que ninguém quer mexer, em meio à guerra israelense em Gaza e às tensões cada vez maiores entre Irã e potências ocidentais devido a suas atividades regionais. 

Embora Assad tenha reafirmado há muito tempo o controle sobre grande parte da Síria -- em uma guerra que começou em 2011 com uma insurreição contra ele --, mais de 5 milhões de refugiados, a maioria no Líbano, Turquia e Jordânia, além de milhões deslocados internamente ainda estão diante de poucas perspectivas de voltarem para casa. 

"Enviaremos uma mensagem muito clara da Jordânia, como país anfitrião, de que sentimos que os refugiados estão sendo abandonados", disse Ayman Safadi, a repórteres, ao chegar em Bruxelas. "Os países anfitriões estão sendo abandonados". 

A Jordânia abriga cerca de 1,3 milhões de sírios. Safadi afirmou que a questão "pode ser resolvida apenas com eles retornando para seu país. Então precisamos nos focar em criar condições propícias para que eles voltem voluntariamente". 

O financiamento para os refugiados tem caído, com entidades como o Programa Alimentar Mundial, por exemplo, reduzindo seu auxílio. Países dizem que abrigar refugiados é um fardo cada vez maior, principalmente no Líbano, que enfrenta uma crise econômica, onde a insatisfação levou a deportações forçadas. 

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