Colômbia mostra sua indústria militar em feira realizada no Brasil
A Colômbia estreou neste ano como expositora na Feira Internacional de Defesa e Segurança, LAAD Defence & Security, que é realizada nesta semana no Rio de Janeiro, com a intenção de mostrar ao mundo sua indústria militar, disseram nesta quarta-feira fontes oficiais.
"Nosso objetivo é posicionar nossas empresas de defesa e segurança, fazer com que sejam conhecida e promver negócios com empresas de outros países", disse à Agência Efe o coordenador do grupo de apoio empresarial do Ministério de Defesa da Colômbia, Julián Pontón, que coordena a mostra colombiana no Rio.
Na nona edição da LAAD participam cerca de 700 expositores de 48 países, entre eles gigantes do setor como Boeing, Embraer, Saad e Eads, aos que se junta pela primeira vez a indústria militar colombiana com lanchas patrulheiras fluviais, munição, blindagens e serviços aeronáuticos.
O "stand", que foi organizado e financiado pelo Governo da Colômbia, inclui quatro das maiores empresas do setor no país andino, algumas delas com negócios no Brasil.
As empresas colombianas na exposição pertencem ao chamado Grupo Social e Empresarial de Defesa, controlado pelo Estado, e são liderados pela Indústria Militar Colombiana (Indumil), fabricante de armas e munição.
Também estão presentes a Corporação de Ciência Tecnologia para o Desenvolvimento da Indústria Naval, Marítima e Fluvial (Cotecmar), que opera como estaleiro, a Corporação da Indústria Aeronáutica Colombiana (Ciac), que fornece serviços e produtos para o setor, e o Fundo Rotatório da Polícia (Forpo), que confecciona uniformes e coletes anti-balas.
Pontón explicou que o objetivo inicial é mostrar pela primeira vez os produtos colombianos e que por enquanto não há expectativa de contratos ou de acordos firmados.
"Tivemos uma boa recepção. Nosso stand foi amplamente visitado e tivemos reuniões bilaterais com Governos de outros países para analisar oportunidades", afirmou.
A decisão de oferecer os produtos na maior feira de armamento da América Latina, na qual estão presentes delegações de 65 países, algumas delas lideradas por seus ministros da Defesa, se produz poucos meses depois da Colômbia assinar seu primeiro contrato para fornecer embarcações militares ao Brasil.
O contrato de US$ 8 milhões firmado com a Cotecmar em dezembro prevê a construção de quatro Lanchas Patrulheiras Fluviais, duas para o Exército e outras duas para a Marinha de Brasil, que serão usadas na vigilância na Amazônia.
As lanchas colombianas são embarcações rápidas de 12,7 metros que alcançam uma velocidade máxima de 27 nós, contam com uma capacidade de reação rápida e fácil acesso aos lugares com limitações de espaço.
"Por enquanto, não há expectativa de novas encomendas, mas após ter colocado nossas lanchas no Brasil, consideramos que podemos oferecê-las a outros países da região", segundo Pontón.
As negociações entre Colômbia e Brasil na área também incluem a participação da Ciac na construção de algumas das peças do KC-390, o cargueiro militar que está sendo desenvolvido pela Embraer e com o qual aspira substituir parte dos famosos Hércules hoje em operação.