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Cientistas cobram medidas 'drásticas' contra pandemia na Itália

Grupo enviou carta ao premiê Conte e ao presidente Mattarella

23 out 2020
09h05
atualizado às 09h56
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Cerca de 100 professores e cientistas da Itália enviaram uma carta ao presidente Sergio Mattarella e ao primeiro-ministro Giuseppe Conte para pedir medidas mais drásticas contra a segunda onda da pandemia do novo coronavírus.

Ambulância no hospital de campanha de Milão, na Lombardia
Ambulância no hospital de campanha de Milão, na Lombardia
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O documento cobra "procedimentos restritivos nos próximos dois ou três dias" para "evitar que o número de contágios na Itália inevitavelmente chegue - na falta de medidas corretivas eficazes - a produzir algumas centenas de mortes por dia".

O país vem registrando recordes seguidos de casos diários do Sars-CoV-2, e a cifra de óbitos em 24 horas - 136 na última quinta-feira - voltou ao patamar da segunda quinzena de maio. Ainda assim, o governo descarta um novo lockdown nacional e projeta adotar medidas regionalizadas caso seja necessário.

As três maiores regiões da Itália - Lombardia, Lazio e Campânia, que reúnem um terço da população nacional - já decretaram toque de recolher noturno, assim como a Calábria, no extremo-sul do país.

"Como cientistas, pesquisadores e professores universitários, acreditamos ser nosso dever expressar a nossa mais viva preocupação quanto à fase atual de difusão da pandemia de Covid-19", diz a carta enviada a Mattarella e Conte.

"A necessária conciliação das necessidades da economia e da proteção do trabalho com aquelas de contenção da propagação do contágio deve agora ceder à necessidade premente de salvaguardar o direito à saúde individual e coletiva, consagrado no artigo 32 da Constituição como inviolável", alerta o documento.

Entre os signatários estão o reitor da Escola Normal Superior de Pisa, Luigi Ambrosio, o ex-presidente do Instituto Nacional de Física Nuclear Fernando Ferroni, e o presidente do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia, Carlo Doglioni.

"Tomar medidas efetivas agora serve justamente para salvar a economia e os postos de trabalho. Quanto mais se espera, mais duras e prolongadas devem ser as medidas, produzindo assim um impacto econômico maior", diz a carta.  

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