China eleva tarifa contra EUA a 125%, mas indica fim de escalada
A China elevou tarifas sobre produtos dos EUA para 125% em retaliação às medidas americanas, mas sinalizou que não pretende intensificar.
China eleva tarifas contra os EUA em resposta a medidas de Trump, intensificando a guerra comercial, mas sinaliza possibilidade de amenização futura.
China eleva tarifas contra os EUA de 84% para 125% após aumento de Trump, intensificando a guerra comercial, mas sinaliza fim da escalada. O episódio faz parte da atual guerra comercial.
A medida é uma represália pela decisão do presidente Donald Trump de elevar a chamada "tarifa recíproca" contra o gigante asiático para 125%, aumentando a alíquota total cobrada de Pequim para 145% - outros 20% já haviam sido impostos em fevereiro, por conta da crise de opioides nos EUA.
As sobretaxas chinesas entram em vigor em 12 de abril, e o país também apresentou novos recursos contra os Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio (OMC), porém o governo de Xi Jinping declarou que vai "ignorar novos jogos de números" sobre as tarifas americanas, ao mesmo tempo em que deixou aberta a possibilidade de outros tipos de represália.
"A China é um país responsável", assegurou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Pequim, Lin Jian. "As guerras tarifárias e comerciais não têm vencedores. A China não quer lutar, mas também não tem medo. Se os EUA insistirem em uma guerra tarifária, a resposta da China continuará até o fim", acrescentou.
Enquanto isso, Xi recebeu em Pequim o premiê da Espanha, Pedro Sánchez, e defendeu que China e União Europeia "assumam as próprias responsabilidades internacionais para manter a tendência da globalização econômica e resistir às prepotências unilaterais".
Ao mesmo tempo em que escalou a disputa com a China, Trump recuou e suspendeu as tarifas recíprocas contra os outros países por 90 dias. Com isso, a UE também adiou por três meses a entrada em vigor das retaliações contra os Estados Unidos.