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Chefe do Departamento de Correções do Tennessee renuncia após execução fracassada

3 out 2026 - 14h54
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Resumo
O chefe do Departamento de Correções do Tennessee, Frank Strada, renunciou após uma tentativa fracassada de executar Christa Pike por injeção letal, que a deixou intubada e em estado grave. O caso, agravado por alertas médicos ignorados sobre os problemas vasculares da detenta, foi a segunda falha do tipo no ano. Em resposta, o governador Bill Lee suspendeu as execuções no estado pelo restante de 2026 e determinou a abertura de uma investigação independente sobre o ocorrido.

O chefe do ‌Departamento de Correções do Tennessee deixará o cargo este mês, informaram autoridades estaduais neste sábado, dias depois que a condenada por assassinato Christa Pike ficou gravemente doente devido à tentativa fracassada do Estado de executá-la por ⁠injeção letal.

A execução malsucedida na quarta-feira deixou Pike inconsciente, ‌intubada e conectada a um ventilador mecânico para respirar, escreveram seus advogados em um documento judicial ‌apresentado na sexta-feira. Esta é a ‌segunda tentativa fracassada de execução pelo Estado neste ⁠ano, o que levou o governador do Tennessee, Bill Lee, a suspender as tentativas de aplicar a pena de morte pelo restante de 2026.

Lee afirmou no sábado que Frank Strada renunciou ao cargo de comissário ‌do Departamento de Correções e deixaria o cargo ainda ‌este mês. O governador ⁠havia ordenado ⁠uma investigação independente sobre a tentativa de execução na Instituição ⁠de Segurança Máxima de ‌Riverbend, em Nashville, capital ‌do Estado.

Strada, em comunicado separado, afirmou que, embora acredite que o pessoal de sua agência tenha seguido o protocolo adequado, "afastar-se é do melhor interesse dos ⁠habitantes do Tennessee à medida que a análise independente avança".

Um comissário interino será anunciado posteriormente, informou o gabinete do governador.

"O comissário Strada atuou com integridade, e agradeço sua disposição ‌em colocar os interesses dos habitantes do Tennessee em primeiro lugar durante este momento difícil", disse Lee em ⁠comunicado.

Os advogados de Pike acusaram as autoridades do Departamento de Correções de ignorarem alertas prévios de seus médicos de que suas veias finas e um distúrbio sanguíneo chamado trombocitose tornariam a colocação de cateteres intravenosos especialmente difícil.

Pike, de 50 anos, foi condenada há três décadas por homicídio doloso qualificado por seu papel na tortura e no assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, em 1995, quando Pike tinha 18 anos.

Os médicos estavam trabalhando para salvar a vida de Pike, informaram seus advogados na sexta-feira.

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