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Polícia indiana detém manifestantes em ato contra mudanças no cadastro eleitoral

3 out 2026 - 13h19
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Resumo
A polícia indiana reprimiu protestos em Nova Délhi contra alterações no cadastro eleitoral que, segundo a oposição e movimentos juvenis, beneficiam o premiê Narendra Modi ao excluir milhões de votantes aptos. Os manifestantes exigem a renúncia do chefe da autoridade eleitoral, Gyanesh Kumar, aumentando a pressão sobre o governo. Em resposta, a comissão eleitoral afirma que o processo visa apenas eliminar registros duplicados ou inelegíveis e determinou a reinclusão de omitidos.

A polícia ‌indiana deteve várias pessoas na capital, Nova Délhi, no sábado, interrompendo o segundo dia de protestos apoiados pelo Partido Cockroach Janta -- liderado pela Geração Z -- e por outros grupos de oposição contra as mudanças no cadastro ⁠eleitoral.

Os manifestantes afirmam que as mudanças beneficiam o partido ‌do primeiro-ministro Narendra Modi e exigem a renúncia do chefe da autoridade eleitoral da Índia.

As manifestações são ‌as mais recentes de uma série ‌de protestos liderados por jovens que surgiram este ⁠ano, exercendo sobre Modi uma pressão sem precedentes em seus 12 anos no poder.

Cerca de 100 manifestantes removeram barricadas de segurança no sábado e entoaram gritos como "ladrão de votos, saia do cargo" e "Gyanesh Kumar, renuncie", antes ‌que a polícia detivesse alguns deles à força.

O deputado ‌independente Kapil Sibal, a ⁠presidente da ⁠Associação Estudantil de Toda a Índia (de esquerda), Neha Bora, e os ⁠ativistas políticos Prashant ‌Bhushan e Yogendra Yadav ‌estavam entre os manifestantes, segundo uma testemunha da Reuters.

A polícia se recusou a comentar sobre o número e a identidade dos detidos.

"Primeiro, eles retiraram pessoas da ⁠lista eleitoral e agora não estão nos deixando levantar nossa voz contra isso. Isso é inaceitável", disse Bora à Reuters.

O chefe da Comissão Eleitoral, Kumar, não se pronunciou sobre os ‌protestos e as exigências para que ele renuncie.

A polícia impediu que um grupo de manifestantes se reunisse na ⁠sexta-feira, colocando-os em ônibus. Várias estações de metrô próximas permaneceram fechadas em meio a forte esquema de segurança.

Críticos afirmam que um processo nacional de verificação de eleitores, lançado no ano passado, levou à remoção de milhões de eleitores qualificados das listas eleitorais.

A comissão, há muito considerada uma das instituições mais confiáveis do país, afirma que a iniciativa tem como objetivo remover eleitores duplicados, falecidos ou inelegíveis.

A comissão instruiu as autoridades na sexta-feira a registrar novos eleitores qualificados e aqueles que foram omitidos das listas eleitorais.

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