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Centenas de milhares de pessoas velam poderoso chefe do Exército da Argélia

25 dez 2019 - 16h59
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O corpo do poderoso chefe do Exército da Argélia - ex-combatente da independência que se tornou o governante de facto do país - foi carregado ao seu túmulo em um tanque nesta quarta-feira, diante dos olhos de centenas de milhares de pessoas. 

Pessoas acompanham funeral do tenente-general Ahmed Gaed Salah, em Algiers. REUTERS/Stringer
Pessoas acompanham funeral do tenente-general Ahmed Gaed Salah, em Algiers. REUTERS/Stringer
Foto: Reuters

O tenente-general Ahmed Gaed Salah, que planejou a resposta do Estado a protestos em massa este ano, morreu de ataque cardíaco na segunda-feira, aos 79 anos. 

Ele irritou manifestantes que o acusaram de trabalhar para manter o Exército e o resto da elite no poder, após ter ajudado a derrubar o longevo presidente Abdelaziz Bouteflika, em abril. 

Mas muitos na multidão em Algiers, nesta quarta-feira, deram-lhe crédito pela resposta muito contida do Exército às manifestações que agi5qram cidades ao redor da nação no norte da África. 

"Ele fez a coisa certa quando assegurou a segurança de milhões que marcharam… exigindo mudança", disse Abdesselam Selami, funcionário de telecomunicações de 52 anos esperando para prestar seu tributo nas ruas. "Ninguém foi morto", disse Selami, à Reuters, por telefone. 

Gaed Salah fez pressão por uma eleição para substituir Bouteflika - pleito que muitos manifestantes consideraram ser uma farsa, dizendo que o chefe do Exército manteve as rédeas ao poder. 

Quando Abdelmadjid Tebboune assumiu como novo presidente, este mês, ele levou Gaed Salah ao palco, abraçou-o e o presenteou com uma ordem do mérito. 

O general morreu quatro dias depois, e Tebboune rapidamente nomeou Said Chengriha, chefe das forças terrestres, para o maior cargo no Exército. Chengriha, como Gaed Salah e a maioria dos outros governantes da Argélia desde a independência, é veterano da guerrilha contra o domínio francês. 

Na quarta-feira,o caixão de Gaed Salah foi coberto pela bandeira nacional e por flores e desfilou pelas ruas até o cemitério el-Alia, no leste da cidade. 

"É enorme. Centenas de milhares", disse o editor literário Mohamed Mouloudi, na multidão. 

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