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Catar denuncia chantagem de Teerã no Estreito de Ormuz; negociações de paz entre EUA e Irã seguem travadas

O governo iraniano descartou nesta terça-feira (12) a possibilidade de alterar suas propostas para pôr fim à guerra no Oriente Médio. Na rede social X, o negociador-chefe da República Islâmica, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que não há alternativa para os Estados Unidos a não ser aceitar os direitos do povo iraniano. Segundo ele, "qualquer outra abordagem seria mal-sucedida e levaria apenas a uma série de fracassos".

12 mai 2026 - 11h39
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Na segunda-feira (11), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a trégua está, segundo suas palavras, "sob assistência respiratória", depois da resposta do Irã sobre o último rascunho de acordo. O Irã exige o fim da guerra na região, a suspensão do bloqueio americano aos seus portos e a liberação de seus ativos congelados, o que Trump rejeita categoricamente.

Num cruzamento de Teerã, um cartaz anti-americano retratando Donald Trump e o Estreito de Ormuz, em 8 de maio de 2026.
Num cruzamento de Teerã, um cartaz anti-americano retratando Donald Trump e o Estreito de Ormuz, em 8 de maio de 2026.
Foto: © Majid Asgaripour / WANA via REUTERS / RFI

Sem um acordo à vista e em meio a ameaças de retomada das hostilidades com os Estados Unidos e Israel, a Guarda Revolucionária do Irã realizou exercícios militares em Teerã, nesta terça-feira, informou a mídia estatal. Os exercícios envolveram o exército ideológico da República Islâmica e a Basij, uma força paramilitar.

O brigadeiro-general Hassan Hassanzadeh afirmou que as manobras incluíram ensaios de cenários de combate contra o inimigo em diversos terrenos. "Um dos objetivos dessas manobras é aprimorar a prontidão para o combate, a fim de neutralizar qualquer movimento do inimigo americano-sionista", disse o militar, acrescentando que os exercícios foram "realizados com sucesso". 

"Chantagem em Ormuz"

Esta manhã, o primeiro-ministro do Catar, Mohammed ben Abderrahmane Al Thani, afirmou ter ido a Washington para apoiar os esforços para pôr fim à guerra no Irã. Segundo ele, o Irã não deveria usar o Estreito de Ormuz para "chantagear" as monarquias do Golfo. Lembrando que essa passagem marítima estratégica para o transporte de petróleo permanece bloqueada por Teerã desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.

Um alto membro da Guarda Revolucionária iraniana, Mohammad Akbarzadeh, afirmou que o Irã vai adotar outra definição do Estreito de Ormuz. Ele diz que o regime iraniano considera agora a passagem como uma "ampla zona operacional" em sua possessão, muito mais extensa do que antes da guerra.

Segue a ofensiva no Líbano

Em meio às trocas de ameaças, Israel continua sua ofensiva no Líbano, apesar do cessar-fogo. A Agência Nacional de Informação libanesa anunciou, esta manhã, a morte de seis pessoas em um bombardeio israelense ontem contra a localidade de Kfar Dounine, no sul do país.

Já o líder do Hezbollah libanês, Naïm Qassem, afirmou que a questão do desarmamento de sua organização, exigido por Israel, não faz parte das "negociações". Segundo ele, o Hezbollah pretende transformar a batalha contra o exército israelense "em um inferno".

Com AFP

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