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Bombeiros venezuelanos são presos após vídeo comparando Maduro a jumento, dizem grupos de direitos humanos

14 set 2018
19h16
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Dois bombeiros venezuelanos foram detidos por oficiais militares nesta semana como suspeitos de estarem por trás da criação de um vídeo rival que zombava do impopular presidente Nicolás Maduro ao compará-lo com um jumento que andava por um quartel do Corpo de Bombeiros, disseram nesta sexta-feira dois grupos de direitos humanos.

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, concede entrevista em Pequim 13/09/2018 Palácio Miraflores/Divulgação via Reuters
Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, concede entrevista em Pequim 13/09/2018 Palácio Miraflores/Divulgação via Reuters
Foto: Reuters

Críticos ao governo, que dizem que Maduro, ex-motorista de ônibus e líder sindical, é culpado pela brutal recessão de cinco anos na Venezuelana, há tempos chamam o presidente de "Maburro".

O vídeo mostrava um homem usando uma corda para conduzir um burro dentro de um quartel do Corpo de Bombeiros no Estado andino de Mérida. Um narrador finge estar guiando o presidente em uma visita oficial em um estilo que parece zombar das coberturas bajuladoras na TV estatal.

"Boa noite, camaradas, como podem ver estamos recebendo a visita do presidente Maduro. Ele está fazendo uma inspeção", diz o homem filmando o vídeo, conforme o burro anda lentamente pelo quartel mal iluminado.

Conforme o burro mastiga grama em uma área verde com vista para um vale, o narrador diz: "Ele está checando se a grama está em bom estado ou não".

"Ele está indicando que a grama é boa - que é a única coisa boa que temos aqui no quartel", diz o narrador, em alusão à recessão. "Agora vá ao banheiro, para que possa ver as condições. Ou à cozinha".

Membros da unidade militar de contraespionagem da Venezuela, DGCIM, prenderam os dois bombeiros, Carlos Baron e Ricardo Prieto, na quarta-feira, de acordo com o grupo de direitos humanos Espacio Publico. No entanto, um observatório de direitos humanos que é parte da Universidade dos Andes em Mérida informou que as prisões aconteceram na quinta-feira.

"Nós sabemos que a DGCIM os levou, mas nós não sabemos onde estão", disse Mary Isabel Rodríguez, do Espacio Publico, nesta sexta-feira.

O Ministério da Informação da Venezuela não respondeu um pedido de comentário. Baron e Prieto não puderam ser contatados.

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