Biden debate guerra na Ucrânia com líderes europeus
Conversa envolveu Itália, Alemanha, França e Reino Unido
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, conversou por cerca de uma hora com o premiê italiano, Mario Draghi, com o chanceler alemão, Olaf Scholz, com mandatário francês, Emmanuel Macron, e com o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, nesta terça-feira (29) para debater os "últimos desenvolvimentos" da guerra na Ucrânia, informou a Casa Branca.
A conversa entre os líderes é mais uma a ocorrer para definir os próximos passos conjuntos das nações ocidentais, que impuseram diversas sanções pesadas contra a Rússia nas últimas semanas e têm se mantido unidas na frente contra o governo de Vladimir Putin.
Em nota oficial, o governo italiano informou que "os cinco líderes confirmaram a importância de uma estreita colaboração sobre a ajuda para a população e para as instituições ucranianas, com particular atenção ao funcionamento dos corredores humanitários e à assistência ao crescente fluxo de refugiados".
O comunicado do Palácio Chigi ressalta ainda que todos concordaram que é preciso "apoiar as negociações em andamento, garantindo o cessar-fogo o mais rápido possível".
O governo italiano ainda pontua, sem dar muitos detalhes, que houve debates sobre a "diversificação das fontes energéticas" - já que a Rússia é o principal fornecedor de gás natural para os países da União Europeia.
Também por texto, o governo britânico informou que os cinco líderes confirmaram "a própria determinação" em manter firme o apoio a Kiev e as sanções políticas, econômicas e financeiras contra Moscou enquanto a "agressão" continuar.
Segundo a agência de notícias Bloomberg, Biden teria também informado que Washington estuda dar mais US$ 500 milhões em ajuda humanitária à Ucrânia e pediu que os europeus também aumentem os montantes dados a Kiev. .