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Biden acusa China de atacar autonomia de Hong Kong

Presidente lamentou fechamento de tabloide pró-democracia

24 jun 2021 15h32
| atualizado às 17h41
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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, acusou nesta quinta-feira (24) o governo chinês de atacar a autonomia de Hong Kong e lamentou o fechamento do tabloide pró-democracia "Apple Daily", que publicou sua última edição após ser alvo de investigações e de uma repressão de segurança nacional.

Biden acusa China de atacar autonomia de Hong Kong
Biden acusa China de atacar autonomia de Hong Kong
Foto: EPA / Ansa - Brasil

"É um dia triste para a liberdade da mídia em Hong Kong e em todo o mundo", disse o democrata.

Segundo Biden, "os cidadãos de Hong Kong têm direito à liberdade de imprensa", mas, em vez disso, "Pequim nega as liberdades básicas e ataca a autonomia e as instituições democráticas" do território de uma forma "que não está de acordo com suas obrigações internacionais.

O jornal foi fundado pelo magnata Jimmy Lai em 1995 e, nos últimos anos, o empresário foi alvo de diversas acusações das autoridades chinesas. Atualmente, ele está preso e teve seus bens congelados. Na última semana, o "Apple Daily" foi palco de uma grande operação que culminou com a prisão de cinco diretores e o congelamento de mais de 18 milhões de dólares locais de ativos.

Durante anos, o jornal expressou apoio ao movimento pró-democracia e nunca parou de criticar abertamente as autoridades chinesas. Pequim sempre tentou calar a publicação e, desta vez, utilizou a lei de segurança nacional para minar o trabalho do Apple Daily.

De acordo com o jornal, a decisão de publicar a última edição foi tomada pensando na "segurança dos funcionários".

"Pequim deve parar de atacar a imprensa independente e deve libertar jornalistas e gerentes de mídia atualmente detidos. Jornalismo não é crime", finalizou Biden.

A China vem aumentando sua ação em Hong Kong desde os protestos pró-democracia de 2019 e, no ano passado, aprovou uma nova legislação mais dura contra aqueles que criticam o sistema.

As ações não atingem apenas os jornalistas e os sites, mas também os civis - que tiveram suas liberdades de protestos reduzidas - e os políticos, que precisarão prestar juramento de fidelidade à China.

Ansa - Brasil   
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