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Belfast vende 80 mil ingressos para centro dedicado ao Titanic

14 mar 2012
11h15
atualizado às 12h02

Mais de 80 mil entradas já foram vendidas para a estreia do centro Titanic Belfast, um edifício que será inaugurado na capital norte-irlandesa no próximo dia 31 para lembrar a construção do famoso transatlântico que naufragou em sua primeira viagem. Segundo a imprensa britânica, o espaço contou com um investimento de US$ 141 milhões e será o maior do mundo dedicado à emblemática embarcação, que naufragou no dia 14 de abril de 1912, nas águas geladas do Atlântico.

Justin Lowry segura sua réplica do Titanic, um dos itens que serão exibidos no Centro de Exposições do Titanic
Justin Lowry segura sua réplica do Titanic, um dos itens que serão exibidos no Centro de Exposições do Titanic
Foto: AP

A inauguração deste centro precede a realização do Festival do Titanic, uma série de eventos que serão realizados em Belfast para homenagear às 1.522 vítimas desta tragédia no ano de seu centenário. "O Titanic pertence a Belfast", afirmou Robert Ballard, o oceanógrafo que descobriu os restos da embarcação em 1958 e que também participou do desenho deste centro. "Estou encantado que a cidade que ofereceu o Titanic ao mundo seja capaz agora de recebê-lo no Titanic Belfast", afirmou Ballard.

Após três anos em construção, o característico edifício aparece como um verdadeiro ícone da cidade, já que apresenta uma imensa fachada branca para representar o casco da embarcação e conta com uma altura idêntica ao comprimento da proa, 27 m. O centro, que espera receber 425 mil visitantes por ano, contará a história do Titanic ao público através de nove galerias, cada uma delas dedicada a um aspecto diferente da tragédia.

A primeira das salas, por exemplo, é chamada de "Boomtown Belfast" e relata o contexto histórico do começo do século XX. A ideia é explicar por que esta cidade portuária e industrial foi escolhida para construir o maior navio do mundo. O Titanic Belfast também pretende gerar experiências sensoriais nos visitantes, já que a temperatura cai e as luzes diminuem na sala dedicada à noite do naufrágio. Nas paredes deste espaço, um dos mais chamativos, apresenta a história das 1.522 vítimas do acidente.

EFE   

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