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Austrália faz acordo e ressarcirá 555 milhões de euros à França

Venda de submarinos ainda criou crise entre Paris e Washington

13 jun 2022 - 08h33
(atualizado às 08h45)
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A Austrália vai ressarcir a França em 555 milhões de euros por conta da quebra de contrato na compra de submarinos da Naval Group e para por fim ao litígio iniciado em 2021, anunciou o governo de Camberra.

Quebra de contrato por parte de australianos gerou crise diplomática com França
Quebra de contrato por parte de australianos gerou crise diplomática com França
Foto: EPA / Ansa - Brasil

Segundo nota oficial, assinada pelo primeiro-ministro, Anthony Albanese, o grupo francês aceitou um "acordo justo e equilibrado" pela violação do gigantesco contrato de 56 bilhões de euros.

A venda de 12 submarinos havia sido assinada em 2016 e era considerado o "contrato do século" na relação entre os dois países. No entanto, em setembro de 2021, a Austrália anunciou uma parceria comercial com Estados Unidos e Reino Unido, chamada de "Aukus", e o então premiê, Scott Morrison, informou que o contrato com os franceses estava cancelado.

A questão é que Paris não tinha sido notificada do rompimento antes do anúncio, que foi visto de maneira crítica por toda a União Europeia. Além de Camberra, a desistência ainda gerou uma crise diplomática com os EUA, que fornecerão submarinos com capacidades nucleares assim como os britânicos.

O governo francês chegou inclusive a falar de "facada nas costas" dos norte-americanos e, após uma série de reuniões de alto nível, o presidente Joe Biden reconheceu que "não houve elegância" por parte dos EUA na questão.

Já entre França e Austrália, as relações diplomáticas ficaram praticamente congeladas até maio, quando Morrison foi substituído por Albanese.

O Aukus é uma maneira dos australianos tentarem se defender da crescente presença da China na região indo-pacífica, mas especialistas apontam que a entrega do primeiro submarino - seja norte-americano ou britânico - ainda deve demorar anos. .

Ansa - Brasil
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