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Ataque palestino contra ônibus em Jerusalém mata ao menos 6

Todas as vítimas eram judias; ANP condenou tiroteio

8 set 2025 - 08h57
(atualizado às 11h20)
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Ao menos seis pessoas morreram e mais de 10 ficaram feridas em um atentado a tiros dentro de um ônibus ocorrido na manhã desta segunda-feira (8) em Jerusalém. Os dois atiradores, oriundos de um vilarejo na Cisjordânia, foram mortos pela polícia israelense, e a Autoridade Nacional Palestina condenou o ataque.

Seis pessoas morreram em ataque a tiros dentro de ônibus em Jerusalém
Seis pessoas morreram em ataque a tiros dentro de ônibus em Jerusalém
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O primeiro-ministro do país, Benjamin Netanyahu, que compareceu ao local do atentado, na zona norte da cidade, está avaliando a situação com autoridades de segurança nacional, informou seu gabinete.

"Estamos empenhados em uma guerra feroz contra o terrorismo. Até agora, tivemos sucessos, mas infelizmente não nesta manhã", afirmou Netanyahu.

Já a ANP condenou o atentado em nota oficial. ?A Presidência Palestina da ANP reitera sua posição firme de rejeição e condenação de qualquer ataque contra civis palestinos e israelenses e denuncia todas as formas de violência e terrorismo, independentemente de sua origem?, diz o texto.

O comunicado ainda afirma que ?a presidência enfatiza que a segurança e a estabilidade na região não podem ser alcançadas sem acabar com a ocupação, interromper os atos de genocídio na Faixa [de Gaza] e pôr fim ao terrorismo colonial em toda a Cisjordânia, incluindo Jerusalém ocupada?.

Já o Hamas celebrou o ataque na cidade sagrada. "Louvamos a ação heroica, uma resposta natural aos crimes de ocupação", escreveu o grupo fundamentalista no Telegram.

Segundo a reconstituição do atentado, dois palestinos entraram em um ônibus e abriram fogo contra seus passageiros, matando ao menos seis e deixando mais de 10 feridos.

As autoridades israelenses informaram que entre as vítimas estão quatro rabinos: Levi Yitzhak Fash, que não teve a idade divulgada; Israel Menatzer, de 28 anos, Yosef David, de 43, além do rabino americano Mordechai Steintzag, de 79 anos, que imigrou para Israel há décadas. Ele era proprietário de uma padaria renomada na cidade, a "Dr. Mark's Bakery", e também trabalhava como médico cardiologista.

As outras pessoas que perderam a vida no tiroteio são o imigrante espanhol Yaakov Pinto, 25, recém-casado e que havia se mudado pouco antes para Jerusalém, e  Sarah Mendelson, 60, a única mulher confirmada, até o momento, entre as vítimas do ataque. Ela trabalhava na tesouraria do movimento da juventude sionista e foi morta enquanto se dirigia ao emprego.

Um paramédico que atendeu as vítimas contou ao noticiário do Canal 12 que viu "pessoas inconscientes na beira da estrada e na calçada perto do ponto de ônibus".

"Havia muita destruição no local, cacos de vidro no chão e muita confusão. Começamos a prestar atendimento médico aos feridos e continuamos a atendê-los e a transportá-los para o hospital", acrescentou.

Os atiradores são oriundos de dois vilarejos na Cisjordânia, Kubiba e Katna, onde as Forças de Defesa de Israel (IDF) criaram um cordão de segurança. As autoridades também afirmaram que os dois não tinham permissão para entrar em território israelense e conseguiram acessar o país judeu por uma brecha na cerca de segurança.

A União Europeia condenou o atentado, que ocorre em meio à guerra na Faixa de Gaza, prestes a completar dois anos em outubro.

"Condenamos o ataque a Jerusalém, assim como condenamos qualquer perda de vidas. Apelamos por uma desescalada [do conflito no enclave], e este episódio demonstra a importância de uma trégua", disse um porta-voz da Comissão Europeia, antes de concluir: "Civis de ambos os lados já sofreram demais por muito tempo. Agora precisamos quebrar o ciclo de violência".

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, também condenou "com força máxima" o tiroteio na cidade. "A violência precisa acabar no Oriente Médio. Condeno veementemente o ataque terrorista de hoje em Jerusalém Oriental. Minhas sinceras condolências às famílias das vítimas e ao povo israelense. Somente uma solução política pode levar a uma paz duradoura em Israel e na Palestina", escreveu Costa no X.

O vice-premiê da Itália e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, também se posicionou contra o ato criminoso.

?Condeno o ataque em Jerusalém, onde vidas inocentes foram perdidas. O terrorismo não pode prevalecer em nenhuma circunstância, e nós o combateremos sem hesitação?, afirmou Tajani no X, reforçando ainda que ?as prioridades são um cessar-fogo imediato e uma rápida solução política que leve a ?dois povos e dois Estados? para dar paz e estabilidade ao Oriente Médio?.

Ansa - Brasil
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