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AstraZeneca reduz entrega de vacinas na Itália e irrita governadores

21 fev 2021
14h23
atualizado às 14h32
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A multinacional anglo-sueca AstraZeneca cortou mais uma vez o fornecimento de doses de sua vacina anti-Covid à Itália, justamente no momento em que o país se preparava para acelerar sua campanha de imunização após semanas de problemas na distribuição por parte das indústrias farmacêuticas.

Enfermeira de Nápoles, sul da Itália, com caixa de vacina da AstraZeneca
Enfermeira de Nápoles, sul da Itália, com caixa de vacina da AstraZeneca
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

De acordo com governos regionais, a AstraZeneca devia ter entregado 566 mil doses na semana passada, mas forneceu apenas 506 mil, uma redução de cerca de 10%.

O plano de vacinação na Itália já está atrasado devido aos problemas na logística da Pfizer, da Moderna e da própria AstraZeneca, cujo imunizante será usado para vacinar menores de 65 anos, começando por categorias como professores e policiais.

"Precisamos de uma mudança de rota na campanha de vacinação, que está andando devagar não por problemas de organização, mas de fornecimento", disse o governador da Emilia-Romagna e presidente da Conferência das Regiões, Stefano Bonaccini, no último sábado (20).

"É gravíssima essa redução repentina", reforçou Nicola Zingaretti, governador do Lazio, onde fica a capital Roma. "Nós estamos fazendo de tudo, mas essa incerteza torna tudo mais difícil", disse.

Já o governador da Lombardia, Attilio Fontana, cobrou que o novo primeiro-ministro Mario Draghi "faça ouvir a sua voz na Europa para proteger os interesses dos italianos".

Por meio de um comunicado, a AstraZeneca explicou que "trabalha para respeitar o compromisso de entregar à Itália 4,2 milhões de doses no primeiro trimestre, com o objetivo de superar os 5 milhões".

Devido aos atrasos nas vacinas aprovadas pela União Europeia e encomendadas pela Itália, algumas regiões, como o Vêneto, se movimentam para adquirir imunizantes de forma independente. O governador Luca Zaia disse já ter recebido várias ofertas, mas não deu maiores detalhes.

Tanto a AstraZeneca quanto a Pfizer garantem que não vendem vacinas para intermediários, apenas para governos, e o Ministério Público da Itália investiga supostas fraudes no mercado paralelo de imunizantes.

Até o momento, 3,46 milhões de vacinas anti-Covid já foram aplicadas na Itália, sendo que 1,33 milhão de pessoas já receberam as duas doses, mais de 2% da população nacional.   

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