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Ásia

Frente al Nusra reivindica atentado suicida no nordeste do Líbano

1 fev 2014 - 21h29
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A Frente al Nusra, organização vinculada à Al Qaeda, reivindicou o atentado suicida cometido neste sábado na cidade de Hermel, no Líbano, que deixou quatro pessoas mortas, incluído o autor da ação, além de 28 feridos.

Em um comunicado, o grupo explicou que realizou "este segundo ataque mártir contra o bastião do partido do Irã (o grupo xiita Hezbollah) em Hermel para responder aos crimes cometidos contra nosso povo e sua insistência em enviar mais mercenários para matar o povo sírio".

Em 16 de janeiro, um atentado em Hermel deixou quatro mortos e 32 feridos. A Frente al Nusra é uma das facções mais ativas na guerra civil síria e seus dirigentes juraram lealdade à Al Qaeda.

Por volta das 18h25 hora local (14h25 de Brasília), um suicida, a bordo de uma caminhonete, aproximou-se de um empregado de um posto de gasolina com o pretexto de abastecer seu carro e neste momento se ateou fogo, segundo a agência nacional de notícias libanesa "ANN".

A explosão, que aconteceu perto de um colégio e um orfanato, provocou um grande incêndio que queimou vários carros, mas as chamas não atingiram o posto de gasolina.

O exército confirmou que o atentado foi provocado por um suicida e montou um cordão de segurança para determinar, com a ajuda de analistas militares, qual foi o explosivo utilizado e as circunstâncias do atentado.

Segundo uma emissora local, a quantidade de explosivos utilizada foi de entre 20 e 30 quilos.

Pouco depois da explosão, projéteis disparados do lado sírio da fronteira atingiram as aldeias de Nura, Heker Hanin e Kachlak, assim como a estrada de Abudieh e Menjez, informou a "ANN".

O primeiro-ministro em fim de mandato do Líbano, Najib Mikati, condenou o "bombardeio sírio criminoso" contra aldeias fronteiriças do norte do Líbano.

"Rejeitamos qualquer ataque contra cidades e aldeias libanesas", afirmou.

A segurança piorou no Líbano desde o início do conflito sírio, em março de 2011, com um aumento de enfrentamentos sectários, atentados terroristas, sequestros e bombardeios.

As regiões controladas pelo grupo xiita Hezbollah são desde o anúncio do envolvimento da organização no conflito sírio, em meados do ano passado, alvo de atentados terroristas reivindicados pela Frente al Nusra e pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante, ambos vinculados à Al Qaeda.

EFE   
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