Autoridades da Segurança investigando o drone no telhado do escritório do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe. 22/04/2015
Foto: Kyodo / Reuters
As autoridades japonesas averiguam a possibilidade de o césio radioativo detectado em um drone encontrado na cobertura da residência oficial do primeiro-ministro do país, Shinzo Abe, pertencer à usina nuclear de Fukushima, disseram nesta quinta-feira fontes ligadas à investigação.
A possibilidade foi levantada porque os isótopos detectados no equipamento (césio-134 e césio-137) não existem na natureza e são produto da fissão nuclear, conforme explicaram membros da Polícia Metropolitana de Tóquio à agência "Kyodo".
O terremoto e o tsunami que atingiram o Japão em março de 2011 provocaram na usina de Fukushima o pior desastre atômico desde Chernobyl (Ucrânia).
As emissões e vazamentos radioativos prejudicaram seriamente a agricultura e a pesca local, mantendo cerca de 70 mil pessoas que viviam próximas ao local longe de suas casas até hoje.
O drone, de cerca de 50 centímetros de envergadura, foi encontrado ontem junto ao heliporto instalado na cobertura da residência do primeiro-ministro, em Tóquio. A origem da aeronave ainda é desconhecida pelas autoridades.
Abe está fora da capital japonesa desde ontem, quando viajou a Jacarta, na Indonésia, para participar da Conferência Ásia-África.
O equipamento possui uma câmera e um pequeno compartimento cheio de um líquido no qual foram detectadas as emissões radioativas. Elas são de baixa intensidade e não representam riscos à saúde.
O drone, um modelo que pode ser encontrado facilmente no comércio japonês, também levava um adesivo com o símbolo de advertência de contaminação radioativa, conhecido popularmente como trevo radioativo.
A Polícia Metropolitana de Tóquio explicou que a última verificação feita na cobertura da residência oficial ocorreu no dia 22 de março, dificultando o trabalho de definir quando o equipamento pousou no local.
O incidente reabriu as discussões sobre a falta de regulação em relação ao uso de drones para sobrevoar edifícios e instalações restritas no Japão.
10 de março de 2014 - Jornalistas e funcionários da Tokyo Electric Power Co. (TEPCO), vestindo equipamentos de proteção, estão perto de um faixa com os dizeres "Diminuir 0,01 mSv por dia para uma pessoa" dentro do edifício do reator No. 5 na usina nuclear de Fukushima, afetada pelo tsunami em 2011
Foto: Reuters
10 de março de 2014 - Um empregado da Tokyo Electric Power Co. (TEPCO) realiza medições com de um dosímetro na sala central de controle operacional dos reatores nº 1 e nº 2 da usina nuclear Fukushima Daiichi atingida pelo tsunami em 2011
Foto: Reuters
10 de março de 2014 - O presidente do Comitê de Acompanhamento da Reforma Nuclear, Dale Klein, fala à imprensa no interior do centro de comando da planta nuclear Fukushima Daiichi da TEPCO, devastada pelo tsunami de 2011
Foto: Reuters
Fukushima: 3 anos depois, cidades ainda estão vazias
Foto: Reuters
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Foto: AFP
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