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Ásia

Chineses lembram incidente que marcou invasão do país pelo Japão

18 set 2012 - 14h43
(atualizado às 15h25)
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Os chineses protestaram nesta terça-feira contra a presença do Japão em ilhas disputadas, e lembraram o aniversário do "incidente de Mukden" que, no dia 18 de setembro de 1931, serviu de pretexto para o Exército japonês invadir a Manchúria (nordeste) e antecedeu a guerra sino-japonesa e a Segunda Guerra Mundial.

O Japão, em plena expansão imperial, tinha vencido uma guerra com a Rússia em 1905 e conquistado a Coreia em 1910. O país logo orientou suas ambições para a Manchúria, uma terra rica em recursos naturais, berço da dinastia Qing que dominou a China do século XVII até a proclamação da República, em 1911.

Os japoneses ficaram insatisfeitos com a aceitação do senhor da guerra Zhang Xueliang em se subordinar ao governo nacionalista do Kuomintang, liderado por Chang Kai-shek, o que reforçou os vínculos entre a Manchúria e o restante da China.

Um grupo de oficiais japoneses destacados em Mudken (a atual cidade de Shenyang) tomou a iniciativa, apesar das hesitações de Tóquio, de criar um incidente que justificasse uma reação. Para isso, explodiram um trecho da linha férrea manchu, construída pelos japoneses e acusaram um comando chinês pelo ataque.

Em represália, o Exército japonês ocupou toda a Manchúria e em 1932 colocou Pu Yi, o último imperador dos Qing, no trono de Manchukuo, um estado fantoche.

Em 1937, as tropas japonesas lançaram uma ofensiva contra toda a China. Os nacionalistas de Chang Kai-shek e os comunistas de Mao Tsé-Tung se aliaram para resistir à invasão em uma guerra que acabou apenas em 1945, com a derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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