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Após eleições inconclusivas, Netanyahu pede apoio de rivais da direita

31 mar 2021 - 19h33
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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, apelou nesta quarta-feira a dois rivais de direita para "voltarem para casa" e se alinharem a ele novamente para romper o impasse após a eleição inconclusiva da semana passada.

24/03/2021
REUTERS/Ammar Awad
24/03/2021 REUTERS/Ammar Awad
Foto: Reuters

A contagem final da quarta eleição politicamente polarizada de Israel em dois anos deu ao partido conservador Likud, de Netanyahu, e coligações 52 assentos no Parlamento de 120 membros. Um potencial bloco de oposição também não obteve maioria, ao conseguir 57 cadeiras.

Pela primeira vez desde a fundação de Israel em 1948, um partido árabe, que conquistou quatro cadeiras na legislatura, aparece como potencial influência política. Seu líder, Mansour Abbas, disse que está aberto a ofertas que beneficiem a minoria árabe de Israel.

Em seu discurso televisionado, o primeiro desde a noite da eleição, Netanyahu --que intensificou sua campanha pessoal nas comunidades árabes durante a corrida-- não fez menção a qualquer possível aliança com a Lista Árabe Unida, de Abbas.

Em vez disso, Netanyahu concentrou sua atenção em dois ex-aliados de direita, Naftali Bennett, que atuou como seu ministro da Defesa e dirige o partido de extrema-direita Yamina, e Gideon Saar, que já foi uma líderança do Likud.

"Voltem para casa", disse Netanyahu, pedindo que se juntem a ele em um "governo estável de direita".

Saar lidera o partido Nova Esperança, que conquistou seis cadeiras no Parlamento. Após o apelo do primeiro-ministro, Saar emitiu um comunicado dizendo que manteria sua promessa de campanha de não se juntar ao governo de Netanyahu, que está sendo julgado por acusações de corrupção que ele nega.

O Yamina afirmou apenas que Bennett "continuará a fazer todos os esforços para formar um governo bom e estável que irá tirar Israel do caos".

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