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Após bronca de premiê, Salvini se vacina contra Covid

Draghi havia criticado quem ataca campanha de imunização

23 jul 2021 11h43
| atualizado às 11h52
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Um dia após a bronca pública do primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, em políticos que pedem para pessoas não se vacinarem, o senador e líder de extrema direita Matteo Salvini tomou um imunizante contra a Covid-19 nesta sexta-feira (23), em Milão.

Matteo Salvini estava relutante em se vacinar contra Covid
Matteo Salvini estava relutante em se vacinar contra Covid
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O primeiro indício de que Salvini, 48 anos, havia enfim se vacinado surgiu logo no início da manhã, quando o senador postou nas redes sociais uma foto em que é possível ver o código QR característico do certificado de imunização.

Segundo informações de bastidores, a foto foi tirada logo após o ex-ministro do Interior ter sido vacinado. Há apenas alguns dias, Salvini chegou a dizer que a imunização contra a Covid "não servia" para menores de 40 anos e que ele se vacinaria quando "chegasse sua vez" - a vacinação para todas as faixas etárias na Itália está liberada desde o início de junho.

No entanto, na última quinta-feira (22), Draghi disse em coletiva de imprensa que quem pede que as pessoas não se imunizem está fazendo um "apelo à morte". O primeiro-ministro não citou nenhum nome, mas o próprio Salvini, que faz parte da base aliada, indicou ter interpretado a declaração como uma crítica indireta.

"O objetivo de todos, tanto meu como de Draghi, é salvar vidas, proteger os italianos, sua saúde, seu trabalho, sua liberdade. Comunidades científicas e governos, como os de Alemanha e Reino Unido, que convidam à prudência em relação a vacinas para menores de idade também estão convidando a morrer?", rebateu.

Apesar da polêmica, Draghi determinou que, a partir de 6 de agosto, será necessário apresentar comprovante de vacinação, de cura ou de exame negativo para Covid-19 para entrar em cinemas, teatros, academias, piscinas públicas, feiras, congressos e áreas cobertas de bares e restaurantes.

Enquanto isso, outros políticos italianos estão sendo cobrados a se vacinar, como a deputada Giorgia Meloni, líder do ascendente partido de extrema direita Irmãos da Itália (FdI), e a prefeita de Roma, Virginia Raggi, do antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S).

"Os líderes do primeiro e do segundo partido da Itália [Salvini, então não vacinado, e Meloni] não se vacinaram. A prefeita da capital tampouco. Depois perguntam porque há 2,5 milhões de pessoas com mais de 60 anos que não se vacinam", escreveu no Twitter o candidato a prefeito de Roma Carlo Calenda, de centro, na última quarta (21).

Um dia depois, Raggi veio a público para dizer que não é "contra vacinas". A prefeita alega que não se imunizou porque ainda tem "alto nível de anticorpos", após ter contraído o novo coronavírus em novembro passado, há oito meses.

Ansa - Brasil   
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