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WikiLeaks nega que Snowden tenha aceitado asilo na Venezuela

9 jul 2013 15h58
| atualizado às 16h20
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O ex-analista americano da inteligência, Edward Snowden, ainda não aceitou formalmente a oferta de asilo apresentada pelo governo da Venezuela, assegurou o site WikiLeaks, depois que um legislador russo causou uma enorme confusão sobre a situação legal do consultor confinado no aeroporto de Moscou.

"Edward Snowden ainda não aceitou formalmente o asilo na Venezuela. O legislador russo envolvido já apagou a mensagem no Twitter", afirmou o WikiLeaks em sua própria conta na rede social. "Os Estados envolvidos farão os anúncios quando chegar o momento oportuno. Esse anúncio será confirmado por nós", acrescentou o WikiLeaks.

O russo Alexei Pushkov, presidente do comitê de Relações Exteriores na câmara baixa do Parlamento russo, havia afirmado em uma mensagem no Twitter, que ficou disponível apenas por meia hora, que Snowden teria aceitado o asilo oferecido pela Venezuela. O próprio político apagou a mensagem. Mais tarde, Pushkov explicou também no Twitter que soube que Snowden iria aceitar a oferta venezuelana de asilo por uma informação da televisão estatal russa Vesti 24. O legislador reformulou a mensagem original sobre a aceitação de Snowden, mas atribuiu a informação à rede de TV.

Simultaneamente, o porta-voz da Presidência russa, Mitry Peskov, evitou fazer qualquer comentário, e pediu que as perguntas fossem feitas ao legislador. A rede Vesti 24 havia informado em seu site que a "Venezuela finalmente recebeu uma resposta do ex-agente da CIA", acrescentando que na segunda-feira Maduro teria entrado em contato com Snowden por telefone, mas não explicou as fontes destas informações.

O governo da Venezuela ofereceu asilo a Snowden na semana passada, em um gesto que foi seguido pelas autoridades de Bolívia e Nicarágua. Snowden, que ficou no centro de um escândalo internacional ao revelar a extensão da espionagem eletrônica e telefônica americana, havia enviado cartas pedindo asilo a cerca de vinte países, incluindo a Venezuela. Maduro chegou a afirmar à imprensa em Caracas que havia "recebido a carta com o pedido de asilo" de Snowden, e acrescentou que o ex-analista americano "deve decidir quando viajará, se finalmente desejar vir" à Venezuela.

Snowden não pode sair da zona de trânsito do aeroporto de Sheremetievo, já que seu passaporte americano foi revogado pelas autoridades de seu país, e não possui documentos que lhe permitam viajar. Não existem voos diretos entre Moscou e Caracas, e a via mais curta entre as duas capitais inclui uma escala em Havana. Irina Danenberg, porta-voz da companhia aérea russa Aeroflot, disse não saber se Snowden estava no voo de Moscou a Havana que decolou na manhã desta terça-feira. "Não tenho ideia", disse.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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