Eric Snowden em hotel de Hong Kong em imagem divulgada pelo jornal The Guardian
Foto: AP
A Venezuela espera que o ex-técnico da CIA Edward Snowden, procurado pelos Estados Unidos e que permanece em Moscou desde o dia 23 de junho, responda na próxima segunda-feira a sua oferta de asilo humanitário, disse neste sábado o ministro das Relações Exteriores do país, Elías Jaua.
"Estamos esperando na segunda-feira para saber se, em primeiro lugar, ele ratifica sua disposição de se asilar na Venezuela. Em segundo lugar, teremos que entrar em contato com o Governo da Federação Russa; seria preciso estabelecer a opinião do Governo russo", disse Jaua ao canal "VTV" da televisão estatal de seu país.
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, ofereceu na sexta-feira e ratificou neste sábado o "asilo humanitário" a Snowden, depois de acusar os Estados Unidos de "suscitarem a loucura" e a "perseguição" contra ele.
Em declarações feitas em Trinidad e Tobago, onde acompanhou Maduro em uma cúpula regional, Jaua disse a VTV que a Venezuela está "na obrigação" de conceder asilo a quem rotulou de "perseguido político".
"Se este jovem Snowden, perseguido político por ter revelado o maior sistema de espionagem e controle da Humanidade, solicitou asilo formalmente, como já o fez, estamos na obrigação de avaliá-lo, considerá-lo e aceitá-lo, como os fez o presidente Maduro", acrescentou o chanceler.
O americano, 30 anos, revelou uma trama de espionagem em massa das comunicações telefônicas e na internet feita pelos serviços secretos dos Estados Unidos, e rejeitou se submeter à Justiça de seu país, onde foi tachado de traidor.
Evo canta o hino nacional boliviano ao lado do vice-presidente Álvaro García Linera
Foto: Reuters
Bolivianos queimam bandeira francesa em frente à embaixada do país, em La Paz. Eles protestam contra o fato de o governo da França ter impedido o presidente Evo Morales de sobrevoar o seu território
Foto: AFP
Bolivianos penduram cartazes em embaixada em La Paz com palavras contra o governo francês
Foto: AFP
Seguidores de Evo Morales se revoltaram contra a decisão que levou o presidente boliviano a fazer uma parada forçada de 13 horas na Áustria
Foto: AFP
Bolivianos acusam a França de agir de acordo com os interesses dos Estados Unidos
Foto: AFP
Avião do presidente boliviano, Evo Morales, pousa em Grã Canária
Foto: EFE
O presidente boliviano, Evo Morales, embarca em seu avião após finalmente ser liberado para deixar a Áustria
Foto: AP
Morales conversa com repórteres no aeroporto de Viena
Foto: AP
Evo Morales conversa com repórteres ao lado do presidente austríaco, Heinz Fischer, no aeroporto Schwchat, em Viena
Foto: AP
Morales passa a noite em saguão no aeroporto de Viena enquanto não possui autorização para reabastecer seu avião e retornar à Bolívia. Em conversa divulgada pela presidente argentina Cristina Kirchner, Morales teria dito: "não vou deixar que revistem meu avião, não sou ladrão"
Foto: EFE
O avião oficial boliviano partiu de Moscou na terça-feira à tarde rumo à Bolívia. Quando se aproximava da França, foi informado que não poderia entrar no espaço aéreo do país. Após negativas de outras nações, decidiu aterrissar em Viena, explicaram fontes bolivianas
Foto: EFE
Lideranças sul-americanas planejam organizar uma reunião da Unasul para apoiar Evo
Foto: EFE
"Parece uma atitude condenável, um ato discriminatório contra a Bolívia e o presidente Evo Morales", disse o ministro da Defesa boliviano, Rubén Saavedra
Foto: EFE
Avião presidencial boliviano, um Falcon 900 EX, fica estacionado em uma das pistas do aeroporto de Viena
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