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América Latina

Urbanismo, inovação e inclusão social são eixos de transformação de Medellín

1 set 2015 - 10h14
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A cidade colombiana de Medellín, que será sede nesta semana do fórum "Cities for life", é exemplo de como um capítulo doloroso e obscuro pode terminar em uma bem-sucedida transformação baseada no urbanismo, na inovação e na inclusão social.

A capital do departamento de Antioquia, no noroeste da Colômbia, foi estigmatizada no passado por ser a cidade do mundo mais castigada pela violência do narcotráfico, mas surge agora como uma urbe renovada e moderna.

As escadas elétricas da Comuna 13, os Parques Bibliotecas, as Unidades de Vida Articulada (UVA), o Centro Cultural da Morávia e o Sistema Integrado de Transporte em massa são protagonistas de Medellín, que viveu nos últimos 20 anos uma regeneração urbana.

Este é o motivo pelo qual Medellín foi catalogada em 2013 como a cidade mais inovadora do mundo, ao ganhar o concurso "City of the Year", organizado pelo "Wall Street Journal" e pelo Citigroup. Agora abriga, desde ontem, segunda-feira, o "Cities for life", encontro de co-criação e inovação que reunirá delegações de mais de 70 países.

O diretor do Departamento Administrativo de Planejamento de Medellín, Jorge Alberto Pérez, explicou à Agência Efe como passou de uma cidade considerada "praticamente inviável" a se transformar em uma construída para a vida e em referência mundial, que em 2014 recebeu a visita de 550 mil turistas.

"Pelas infraestruturas, planejamento, urbanismo e uma imensa capacidade de resiliência coletiva, esta cidade construiu um processo de superação de sua crise e isso a levou a um cenário muito diferente", comentou.

Esta transformação começou nos anos 90, em meio à violência que afligia a cidade, com projetos no centro como Cidade Botero, que conta com uma praça em que estão expostas ao ar livre esculturas do pintor e escultor Fernando Botero e um parque cultural que é ante-sala do Museu de Antioquia.

Depois se definiu uma "nova ideia de espaço público" com a construção do Parque dos Pés Descalços, Parque dos Desejos e Praça Cisneros, seguidos do Sistema de Transporte em Massa, que significou um momento de "inflexão" e de "mudança" com a construção do teleférico de Santo Domingo.

Este cabo aéreo, que beneficia 12 mil pessoas, é uma "estratégia para incluir e para dizer a uma comunidade que estava na periferia, marginalizada, que 'vocês fazem parte de nós e nós fazemos parte de vocês'", explicou Pérez.

Também foram construídos centros culturais, escolas e transformações da vida nos bairros mais pobres com equipamentos culturais, esportivos, educativos e recreativos.

Em 2011, a conflituosa Comuna 13 se transformou no primeiro setor urbano do mundo com umas escadas elétricas ao ar livre como solução aos problemas de mobilidade de seus moradores, que devem subir o equivalente a 28 andares substituídos por 350 degraus de cimento.

A cidade fez nos últimos anos uma aposta nas bicicletas públicas integradas ao metrô de Medellín - o sistema "Encicla", que tem hoje mais de 20 mil usuários, as redes pedestres e o Bonde de Ayacucho, em construção.

A gerente geral da Empresa de Desenvolvimento Urbano (EDU), Margarita Ángel Bernal, disse à Agência Efe que Medellín está em "constante transformação" e isso permitiu à cidade passar "do medo à esperança".

Essa transformação foi alcançada com obras como os Parques Biblioteca, entre os quais se destacam a Biblioteca Espanha do bairro Santo Domingo, que representa um novo modelo de inclusão para os moradores da cidade.

Entre os projetos inovadores está a transformação da Morávia, um bairro violento onde um aterro de lixo se transformou em um jardim de 30 mil metros quadrados.

Também o Jardim Circunvalar de Medellín, parte do Cinturão Verde Metropolitano, que procura controlar e limitar a expansão urbana com trilhas, ciclorrotas, salas de aula e academias ao ar livre.

Os bairros marginalizados sofreram transformações com as UVA, 21 tanques gigantes de água modificados para criar pontos de encontro e ambientes de recreação "onde toda a comunidade pode desfrutar de espaços que em outra época estavam vedados", explicou Ángel.

Para manter o rótulo de cidade mais inovadora atualmente está sendo construída a ambiciosa obra Parques do Rio, uma intervenção e renovação urbana do entorno do rio Medellín com um sistema de estradas.

"Buscamos que Medellín cresça para dentro e que atraia mais vida urbana para fazer uma sociedade mais sustentável, mais competitiva e com melhor funcionabilidade", disse Pérez.

EFE   
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