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Crise na Venezuela

Cabrini diz que apagou reportagem do celular 'por questão de segurança' na Venezuela

Jornalista passou quatro dias no país, após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos

12 jan 2026 - 17h57
(atualizado às 19h15)
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Resumo
Roberto Cabrini relatou apagarem gravações no celular durante cobertura na Venezuela para evitar represálias, destacando os desafios enfrentados em um país com imprensa limitada enquanto registrava os desdobramentos da captura de Nicolás Maduro.
Roberto Cabrini gravou reportagem na Venezuela
Roberto Cabrini gravou reportagem na Venezuela
Foto: Reprodução/Instagram/Roberto Cabrini

Uma equipe liderada por Roberto Cabrini esteve na Venezuela para cobrir a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos. De acordo com o repórter, durante a cobertura, era preciso apagar as gravações do celular para evitar represálias das autoridades locais.

"A gente gravava com celular da forma mais discreta que podíamos, enviava estas imagens e imediatamente apagava, e não era só apagar da primeira memória do celular. Apagava de todos os compartimentos dos nossos aparelhos, por uma questão de segurança", disse o comunicador.

A estadia de Cabrini em território venezuelano durou quatro dias. Para entrar no país, ele disse que teve de acionar sua rede de contatos. Segundo denúncia do Sindicato de Trabalhadores de Imprensa da Venezuela, há 22 jornalistas detidos no país.

"Foi sem dúvida uma das coberturas mais desafiadoras de minha carreira. Estamos falando de cobrir um evento onde a imprensa não é livre", disse Cabrini. Em Caracas, ele registrou o clima da capital e visitou locais atingidos pelos bombardeios.

A reportagem foi ao ar no Domingo Espetacular de domingo, 11, na Record. A emissora destacou que o programa superou a audiência do SBT, com 5,9 pontos de média, pico de 7,7 e participação de 12,4, contra 5,6 da terceira colocada.

"Posso também relatar a vocês a tensão da noite. Depois das 17h era praticamente impossível sair às ruas em Caracas, uma capital totalmente militarizada. Então a gente teve que enfrentar todas essas dificuldades. O tempo todo a gente se concentrava na movimentação do serviço de inteligência que estava destacado para localizar jornalistas", contou durante o jornal. 

Ainda de acordo com o jornalista, mesmo com as limitações, foi possível "realizar um amplo trabalho no qual mostramos alvos militares que foram atingidos e também os efeitos colaterais na população civil, que acaba sempre pagando um preço muito alto de uma ação militarizada como essa". 

No período, ele também documentou manifestações favoráveis a Maduro e a população tentando voltar à normalidade após os acontecimentos políticos.

Fonte: Portal Terra
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