Trump afirma ter capturado e expulsado Maduro da Venezuela durante operação militar de grande escala
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado (3) que forças norte-americanas realizaram uma operação militar de grande escala contra o território venezuelano e capturaram o presidente Nicolás Maduro, que teria sido expulso do país junto com sua esposa. A informação foi publicada pelo próprio Trump em sua rede Truth Social. Até o momento, não há confirmação oficial do governo venezuelano.
Segundo Trump, "os Estados Unidos da América conduziram com sucesso uma ofensiva contra o regime venezuelano e seu líder, Nicolás Maduro". Um alto funcionário norte-americano, sob anonimato, afirmou à agência Reuters que Maduro foi capturado por tropas de elite das forças especiais.
Caso confirmado, esta seria a intervenção mais direta dos EUA na América Latina desde a invasão do Panamá em 1989, que derrubou o general Manuel Noriega.
O número dois do Departamento de Estado norte-americano declarou neste sábado que a Venezuela vive uma "nova era" após o anúncio do ex-presidente Donald Trump sobre a captura, por forças dos Estados Unidos, do presidente venezuelano Nicolás Maduro.
"Uma nova era para a Venezuela! O tirano se foi. Agora — finalmente — ele vai responder por seus crimes diante da Justiça", escreveu o vice-secretário de Estado, Christopher Landau, em sua conta na rede X.
Já a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, afirmou na manhã deste sábado que não sabe onde está o presidente Nicolás Maduro, exigindo uma "prova de vida" dos Estados Unidos após o ataque norte-americano durante a madrugada.
"Diante desse ataque brutal, não sabemos onde se encontram o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores. Exigimos do governo do presidente Donald Trump uma prova de vida", declarou ela durante uma conversa telefônica transmitida pela televisão pública.
Explosões em Caracas e estado de emergência
Horas antes do anúncio, Caracas e outras regiões da Venezuela foram atingidas por múltiplas explosões na madrugada deste sábado, por volta das 2h locais (3h em Brasília). Testemunhas relataram colunas de fumaça e ruídos de aviões sobre a capital, além de uma queda de energia no sul da cidade, perto de uma base militar.
O governo venezuelano decretou "estado de emergência nacional" e denunciou uma "grave agressão militar" dos Estados Unidos, afirmando que os ataques atingiram áreas civis e militares em Caracas e nos Estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
Washington acusa Maduro de comandar um "narco-Estado" e de fraudar eleições. Maduro, no poder desde 2013 após a morte de Hugo Chávez, sempre afirmou que os EUA querem controlar as reservas de petróleo venezuelanas, as maiores do mundo. Trump já havia imposto bloqueio ao petróleo e ampliado sanções econômicas, além de prometer operações terrestres contra o regime.
Repercussão internacional
O Irã, aliado de Caracas, classificou a ação como "violação flagrante da soberania e da integridade territorial" da Venezuela e pediu ao Conselho de Segurança da ONU que intervenha "imediatamente para pôr fim à agressão".
O presidente colombiano Gustavo Petro também condenou os ataques e solicitou reunião urgente do Conselho de Segurança. A Colômbia anunciou o envio de tropas para reforçar a fronteira com a Venezuela. Países latino-americanos criticam a operação, chamando-a de "execução extrajudicial".
Espanha quer mediar a crise
O governo espanhol propôs neste sábado atuar como intermediário na crise entre a Venezuela e os Estados Unidos, após os ataques aéreos norte-americanos e o anúncio do presidente Donald Trump sobre a "captura" de seu homólogo venezuelano, Nicolás Maduro.
"A Espanha apela à desescalada e à moderação", declarou o Ministério das Relações Exteriores em comunicado, afirmando estar "disposta a oferecer seus bons ofícios para alcançar uma solução pacífica e negociada para a crise atual". O governo espanhol também lembrou que não reconheceu "os resultados das eleições de 28 de julho de 2024", oficialmente vencidas por Nicolás Maduro, resultado contestado pela oposição.
Com AFP