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Trump ameaça fazer operações na Colômbia e chama Petro de 'doente': 'Gosta de produzir cocaína'

Declaração foi dada à imprensa na noite deste domingo, à bordo do Air Force One, dois dias depois de autorizar invasão americana à Venezuela

5 jan 2026 - 07h33
(atualizado às 09h06)
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Resumo
Donald Trump, após autorizar operação militar na Venezuela, ameaçou ações na Colômbia, acusando o presidente Gustavo Petro de conexão ao tráfico, e reiterou críticas ao México, interesse pela Groenlândia e planos estratégicos focados em segurança e recursos naturais.
Após ação na Venezuela, Trump ameaça fazer operação militar na Colômbia e chama Petro de 'doente':

Menos de dois dias depois de autorizar uma invasão da Força Americana na Venezuela para capturar o ditador Nicolás Maduro, em Caracas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou fazer mais ações militares em outros países. Uma das nações citadas foi a Colômbia, presidida por Gustavo Petro, o primeiro presidente esquerdista a governar o país sul-americano.

Em declarações à imprensa a bordo do Air Force One, na noite deste domingo, 4, Trump disse que, assim como a Venezuela, "a Colômbia também está muito doente", e acusou Petro de estar ligado ao tráfico de drogas.

"(A Colômbia é) governada por um homem doente que gosta de produzir cocaína e vendê-la aos Estados Unidos. E ele não vai fazer isso por muito tempo", disse. Questionado se isso poderia significar uma operação dos EUA contra Petro, Trump respondeu: "Parece bom para mim".

Foto: Foto: Getty Images / BBC News Brasil

A Colômbia foi uma das signatárias de uma carta produzida por outros países da América Latina rejeitando "qualquer tentativa de controle" dos americanos sobre a Venezuela.

"Manifestamos nossa preocupação diante de qualquer tentativa de controle governamental, de administração ou de apropriação externa de recursos naturais ou estratégicos" venezuelanos, aponta o comunicado divulgado pela Chancelaria colombiana. Brasil, Uruguai, Chile e México também assinam a nota.

Na sequência, Trump afirmou à imprensa que o México também "precisa se organizar melhor" e "combater com mais rigor o tráfico de drogas".

O republicano acrescentou que chegou a oferecer o envio de tropas americanas para o país vizinho, mas alegou que a presidenta Claudia Sheinbaum está "preocupada, um pouco com medo".

Já sobre o uso de força militar em Cuba, o presidente dos Estados Unidos acredita que não será necessário. Ele acredita que a ilha do Caribe "vai simplesmente cair". "Não acho que precisemos de nenhuma ação", afirmou.

Neste domingo, Trump voltou a declarar o interesse de anexar a Groenlândia, uma ilha semiautônoma da Dinamarca, localizada no Ártico, que desperta o seu interesse desde o seu primeiro mandato em razão da posição geográfica e estratégica que o território possui, além da reserva de terras raras e fontes de recursos naturais, como minério.

O republicano tinha dito mais cedo, em entrevista à revista The Atlantic que o território é importante para a defesa americana. Já na noite deste domingo, voltou a citar a importância da ilha para as ambições militares dos Estados Unidos, mas criticou a atuação do governo dinamarquês na região.

"Precisamos da Groenlândia para garantir a segurança nacional, e a Dinamarca não está em condições de fazer isso", disse Trump a repórteres a bordo do Air Force One.

Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram capturados no último sábado, em Caracas, após a operação militar Resolução Absoluta. O Exército dos Estados Unidos invadiu o território venezuelano durante a madrugada, arremessou bombas e, em poucas horas, fizeram a extração do casal, sem enfrentar uma forte resistência.

Eles estavam abrigados no forte de Tiuna, uma base militar na capital e foram levados para os Estados Unidos onde responderão às acusações de envolvimento com o narcotráfico. Segundo o The New York Times, ao menos 80 pessoas, entre civis e militares, morreram durante a ação — nenhuma delas era um soldado americano.

Embora os Estados Unidos usem como justificativa para a invasão acusações de envolvimento de Maduro com o tráfico de drogas, Trump admite o interesse dos americanos em explorar as reservas de petróleo no território venezuelano.

O Tribunal Supremo da Venezuela determinou que a vice-presidente, Delcy Rodríguez, assuma a presidência de forma interina, após a captura de Maduro

Estadão
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