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América Latina

Peruanos protestam contra currículo escolar que debate igualdade de gênero

4 mar 2017 - 21h36
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Milhares de pessoas se manifestaram neste sábado no Peru em oposição ao currículo nacional escolar, que promove a igualdade de gênero, ao sustentar que são introduzidos conceitos para "perverter" os estudantes e incentivar o homossexualismo.

O grupo "Con mis hijos no te metas" (algo como 'Não se meta com os meus filhos'), formado por organizações de tendência conservadora e religiosas, convocou para hoje uma marcha em Lima e em cidades do interior do país, como Cuzco, Arequipa e Iquitos, onde famílias inteiras foram às ruas para protestar. Com enormes cartazes nas cores rosa e azul, o grupo exigiu que o governo do presidente Pedro Pablo Kuczynski retire a "ideologia de gênero" do currículo escolar, a nove dias do início do ano letivo nas escolas públicas.

A campanha sustenta que a ideologia de gênero propõe que a pessoa não nasce homem ou mulher, mas que o gênero é construído a partir das vivências. O grupo afirmou que a intenção do governo é "doutrinar" os alunos desde cedo com essa forma de pensamento.

A ministra da Educação, Marilú Martens, afirmou que o novo plano escolar não tem nada do que o coletivo sustenta em suas críticas e pediu que os pais se informem sobre os conteúdos do novo plano.

"Antes de qualquer coisa, pediria que entrassem no site do Ministério para ver o programa, o que vamos ensinar a seus filhos em cada um dos níveis da educação básica, para que tenham segurança e tranquilidade, que não é nada do que esse movimento está promovendo", declarou ela à "RPP Noticias".

De acordo com a ministra, dentro das bases do novo currículo está "o enfoque de gênero, que é igualdade de oportunidade de direitos e deveres".

Enquanto os contrários ao plano se manifestavam, um pequeno grupo de pessoas favoráveis à mudança saiu às ruas para apoiar a ideia, com o qual também concordam organizações da comunidade LGBT.

Uma investigação do jornal "Ojo Público" revelou hoje que os organizadores da campanha "Con mis hijos no te metas" são líderes de igrejas evangélicas no país, que têm recursos suficientes para financiar uma mobilização desta proporção. Os responsáveis citados pela reportagem são o congressista do partido Aliança para o Progresso, Julio Rosas, e seu filho Christian Rosas da Aliança Cristã e Missionária (ACyM); Rodolfo González do Movimento Missionário Mundial (MMM); Rolando Boulangger da Assembleia de Deus; Sergio Hornung da Comunidade Cristã Água Viva; e o casal Guillermo e Milagros Aguayo da Casa do Pai.

Já o jornal "La República" divulgou um áudio de um sermão do pastor Rodolfo González, na quarta-feira passada, no qual ele diz: "se encontrarem duas mulheres fazendo sexo, matem as duas". O representante do MMM afirmou que o novo currículo escolar é uma obra satânica e que "o governo tem sim autoridade para matar" homossexuais, adúlteros, corruptos e ateus.

Na mesma linha, o arcebispo de Lima, Juan Luis Cipriani, defendeu hoje a manutenção da tradição.

"Sempre fomos homens e mulheres, sexo masculino e feminino. Por que inventaram esta plataforma agora que se chama 'gênero' e começam a entrar pela porta uma série de alternativas?", questionou o religioso.

O Ministério da Educação do Peru sustenta que a incorporação do "enfoque de igualdade de gênero" no currículo dos estudantes pretende "formar cidadãos respeitosos e tolerantes, garantindo igualdade de oportunidades, direitos e deveres.

EFE   
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