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Peru: terremoto de magnitude 7,2 é registrado na região de Ayacucho

Um forte terremoto de magnitude 7,2 foi registrado na tarde desta quinta-feira (20) na região de Ayacucho, no Peru, informou o Instituto Geofísico nacional (IGP) por meio de seus canais oficiais de comunicação. O epicentro foi localizado 35 quilômetros ao norte da cidade de Coracora, na província de Parinacochas. Até o momento, não há relatos de danos materiais nem de vítimas.

20 ago 2026 - 16h01
(atualizado às 16h19)
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Resumo
Um terremoto de magnitude 7,2 (6,7 segundo o USGS) atingiu a região de Ayacucho, no Peru, a 108 km de profundidade. Segundo o Instituto Geofísico do Peru (IGP), a grande profundidade fez o tremor ser sentido em várias áreas do país, mas reduz a probabilidade de danos graves. O órgão alertou contra notícias falsas sobre previsões de abalos. O evento ocorre um mês após um tremor com mortes em Junín e dias depois de um forte sismo na Colômbia.

Segundo o IGP, o abalo sísmico ocorreu às 13h pelo horário local (15h em Brasília), a uma profundidade de 108 quilômetros, e atingiu intensidade máxima de III-IV em Coracora. O instituto lembrou à população que é o único órgão do Estado peruano responsável pela divulgação de informações sísmicas oficiais por meio de sua rede de estações. Pouco depois, o serviço geológico dos EUA (USGS na sigla em inglês) anunciou que o tremor teve magnitude 6,7.

Estrela em mapa mostra epicentro do tremor de 7,2 registrado na região peruana de Ayacucho
Estrela em mapa mostra epicentro do tremor de 7,2 registrado na região peruana de Ayacucho
Foto: © Captura de tela / Instituto Geofísico del Perú / RFI

O diretor do IGP, Hernando Tavera, explicou que a grande profundidade do terremoto permitiu que o tremor fosse percebido em diferentes regiões do país. Embora sua magnitude implique a possibilidade de deslizamentos em estradas, o especialista ressaltou que a profundidade do evento reduz a probabilidade de danos significativos.

O IGP também pediu aos cidadãos que não deem atenção a notícias falsas, reiterando que os terremotos não podem ser previstos por nenhum método científico atualmente existente, segundo o jornal El Comercio.

O tremor também ocorre cerca de um mês após outro abalo que atingiu o Peru. Em 18 de julho, um terremoto na região andina de Junín deixou mortos, feridos e centenas de desalojados, além de provocar danos em moradias e na infraestrutura local. Na ocasião, autoridades atribuíram a gravidade dos impactos à menor profundidade em comparação com outros eventos sísmicos registrados no país.

O abalo desta quinta-feira também acontece poucos dias após os fortes tremores registrados na Colômbia, que em 10 de agosto atingiram magnitude 7,4 e provocaram mortes e danos materiais em diversas regiões do país. Este foi considerado o mais forte na Colômbia em mais de uma década e foi sentido em grande parte do território nacional.

(Com agências)

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