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América Latina

Modelo: 'jamais disse que era secretária pessoal de Mujica'

Fabiana Leis, funcionária do governo uruguaio que rodou o mundo em fotos sensuais como sendo a “secretária hot” do presidente José Mujica falou com exclusividade ao Terra

14 mar 2014 - 10h13
(atualizado às 10h45)
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<p>Fabiana Leis, modelo e funcionária do governo do Uruguai</p>
Fabiana Leis, modelo e funcionária do governo do Uruguai
Foto: Dante Fernández / Cortesia revista Caras & Caretas

Um mal-entendido que não para de render frutos: Fabiana Leis, a funcionária do governo uruguaio que vem rodando o mundo em fotos sensuais com o chamativo apelo de ser a “secretária” do presidente José Mujica, estuda neste momento a proposta de um ensaio fotográfico em que apareceria nua para uma revista brasileira, recebeu convites para publicidade até da Turquia e negocia sua participação no programa mais visto e comentado da Argentina, “ShowMatch”, onde ocorre uma espécie de “Dança dos Famosos” com celebridades consagradas e emergentes do Rio da Prata. Por uma produção de fotos de uma revista espanhola no mês passado, recebeu o cachê de 6.000 euros (cerca de R$ 19.650), a maior cifra alcançada até agora para um trabalho, segundo conta ao Terra.

No entanto, em seu país, Leis vem enfrentando problemas por conta do rebuliço causado em decorrência de sua suposta aproximação com Mujica. Depois de ter difundido um comunicado oficial em que esclarece que a modelo “trabalha na área de Serviços Gerais”, “não integra nem nunca integrou a secretaria do presidente José Mujica” e “não possui nenhum contato com o mandatário, nem sequer esporádico”, a Presidência do país lhe exigiu que escrevesse uma “retratação” sobre seu cargo no Executivo, do contrário, seria submetida a um processo judicial.

Apesar de se descrever no Twitter - onde tem mais de 7.800 seguidores - como “secretária na Presidência da República” (e também modelo, apresentadora de TV, atriz, vedete e coordenadora de produção –sua família tem uma produtora audiovisual), Leis afirma que jamais disse ser funcionária direta de Mujica e que a história de “secretária hot” se espalhou pelo mundo sem que tivessem lido o que ela realmente contou na primeira entrevista que concedeu, ao lado de fotos sensuais, a uma revista argentina, há dois meses. Por esse motivo, e amparada por um advogado, Leis afirma que não se retratará, já que não faria sentido desdizer algo que nunca teria dito.

Mesmo com um possível embate jurídico no horizonte, Leis diz estar vivendo “plenamente o dia a dia” e que cumpre normalmente suas tarefas administrativas no edifício Artigas (uma das sedes do governo, com funções essencialmente protocolares e culturais, e que fica ao lado da Torre Executiva, onde despacha Mujica). Sua rotina é conciliar a carreira artística – onde se incluem temporadas intensas, como foi a de janeiro e fevereiro, em cinco espetáculos teatrais em Punta del Este, até reiteradas participações em programas de televisão – ao trabalho de organizar eventos oficiais do Executivo, onde trabalha desde 2002, oito anos antes da chegada de José Mujica ao poder.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista que a modelo de 33 anos, também baterista e fã de bandas como Metallica e AC/DC, concedeu ao Terra:

Terra – Como vem reagindo sua chefia à repercussão alcançada por suas fotos e seu suposto cargo na secretaria da Presidência?

Fabiana Leis - Fiquei surpresa quando recebi uma ligação do meu chefe imediato, dizendo que a Secretaria da Presidência pedia uma retratação minha. Jamais esperei essa reação dos meus chefes, sendo que antes a Secretaria de Comunicação já tinha emitido um comunicado esclarecendo qual era a minha função e onde desempenhava minhas tarefas, a mesma coisa que venho fazendo desde 2011, quando comecei a ficar conhecida em nível nacional. Jamais disse que era a secretária pessoal do presidente. Tenho documentada todas as aparições que tive nos meios de comunicação, gravação de programas de rádio e entrevistas em jornais e revistas. Não posso me responsabilizar pelos títulos publicados pela imprensa. Basta ler todas as entrevistas que dei para perceber que o que pedem não tem lógica. De todos os modos, respondi que, se querem fazer a retratação, meu advogado se encarregará do assunto.

Terra – Como está sua situação no edifício Artigas agora?

Leis – Voltei de férias em 20 de janeiro e até hoje continuo normalmente com as minhas tarefas administrativas. Meus colegas de trabalho já me conhecem desde 2002, sempre tiveram muito respeito e sempre foram legais comigo, mas, como em todo lugar, sempre existe a inveja e, nos vários departamentos, há gente que fala coisas boas e outras que comentam coisas ruins. Não me preocupo com o que os outros pensam nem vivo da opinião das pessoas.

Terra – Foi divulgada nos últimos dias a informação de que uma funcionária da Administração de Portos teria se queixado oficialmente à Presidência, por entender que suas fotos e entrevistas davam uma “má imagem” ao Estado uruguaio …

Leis – Esse assunto está sendo tratado pelo meu advogado. Foi um e-mail enviado por uma garota que teve um problema pessoal comigo há cerca de dois anos e dá para ver que a inveja a envenenou a tal ponto de mandar essa mensagem à Presidência com a única intenção de me prejudicar. Não conseguiu. Não acho que um título de jornal ou revista possa prejudicar a imagem do governo. Na verdade, quando fiz o calendário (uma série de fotos eróticas, para uma conhecida distribuidora local de peças de automóveis, em 2011), a coisa toda foi recebida com bastante humor por lá.

Terra – Você trabalha no Executivo há 12 anos. Quais são exatamente suas atividades e responsabilidades lá?

Leis – Entrei na Presidência em 2002, na biblioteca do Edifício Libertad (atualmente, sede principal da Presidência). Depois, fui mudando de área até chegar à secretaria no Edifício Artigas, onde trabalho há sete anos. O escritório de Serviços Gerais fica no segundo andar da Torre Executiva, eu não trabalho lá. Meu trabalho na Presidência da República está centrado fundamentalmente em tarefas administrativas, coordenação de atividades dos eventos realizados nos salões presidenciais. Administro agendas, coordeno os provedores dos serviços, para garantir que, em nível interno, sejam prestados corretamente. É um trabalho bastante normal.

Terra – Qual é seu grau de proximidade com o presidente Mujica?

Leis – Vejo Mujica esporadicamente nos eventos da Presidência. Há três anos, quando fiz a produção para o calendário “hot”, cruzei com ele em um coquetel organizado pelo governo para o Dia das Mães. Eu me aproximei para cumprimentá-lo e ele me chamou, rindo, de “a garota feia”. Até tiramos fotos.

Terra – Se tivesse que escolher entre o trabalho no Executivo e o de modelo, com qual ficaria?

Leis - Seria muito difícil escolher porque amo meus dois trabalhos. Na Presidência, tenho uma carreira de 12 anos e é um emprego muito bom, além de ser minha maior fonte de renda. Só optaria por minha carreira artística se surgisse uma excelente oportunidade de trabalho em outro país. Enquanto continuar vivendo no Uruguai, vou seguir com meus dois trabalhos de forma paralela.

Fonte: Especial para Terra
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