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Em carta vazada, papa critica Maduro por descumprir acordos

O presidente venezuelano havia pedido que o líder da Igreja Católica fizesse a mediação do conflito político que polariza o país

13 fev 2019 12h59
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Encontro entre Maduro e o Papa, em junho de 2013, no Vaticano
Encontro entre Maduro e o Papa, em junho de 2013, no Vaticano
Foto: ANSA / Ansa

O papa Francisco lembrou ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que "o que foi estabelecido em reuniões não foi acompanhado por ações concretas", segundo a carta de resposta ao pedido de mediação feito pelo líder venezuelano para resolver o impasse político no país. Os trechos foram vazados nesta quarta-feira, 13, pelo jornal italiano Corriere della Sera, que nota que o texto é endereçado ao "Excelentíssimo senhor", e não excelentíssimo presidente, tratamento usado nessas situações.

O pontífice frisou que ele não é a favor de "qualquer diálogo", mas de uma negociação em que "as diferentes partes do conflito põem o bem comum sobre qualquer outro interesse e trabalham pela unidade e paz", cita o jornal italiano que teve acesso ao conteúdo.

Citando as antigas tentativas de conversas para resolver o conflito, o líder religioso afirmou que "infelizmente, elas foram interrompidas porque o que foi negociado nos encontros não foi acompanhado de ações concretas para levar em frente o acordo".

O porta-voz interino do Vaticano, Alessandro Gisotti, não quis comentar nem desmentir o que considerou a publicação "de uma carta privada" do papa em um meio de comunicação.

Na segunda-feira 11, uma delegação parlamentar representando Juan Guaidó reuniu-se com autoridades católicas no Vaticano. Não foi informado quem participou do encontro, mas os deputados foram fotografados com o monsenhor Edgar Pena Parra, venezuelano e assistente do Departamento de Estado do Vaticano, comandado pelo cardeal Pietro Parolin, ex-embaixador em Caracas.

Sobre o encontro, Gisotti declarou apenas que "precisa ser procurada uma solução justa e pacífica para superar a crise, respeitando os direitos humanos e procurando o bem de todos os habitantes do país e evitando um massacre." / AP e EFE

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