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América Latina

Comer, dormir, trabalhar: a vida quase normal dos mineiros

11 out 2010 - 14h59
(atualizado às 15h20)
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Comer, dormir e trabalhar em turnos de oito horas: guardadas as devidas proporções, a vida diária dos 33 mineiros presos a 700 m de profundidade em uma mina no norte do Chile desde agosto parece com uma vida normal na superfície.

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"Eles mantêm um típico turno mineiro. São turnos de oito horas trabalhando das 8h às 16h para um primeiro grupo; das 16h à 0h para outro e de 0h às 8h para o último", declarou à AFP Alberto Iturra, chefe da equipe psicológica que monitora o grupo.

O sistema foi estabelecido pelos próprios mineiros depois do dia 22 de agosto, quando foram contactados através de uma sonda de 12 cm de diâmetro. Neste momento, já haviam passado 17 dias sob a terra, sem que se soubesse se estavam vivos ou mortos.

Depois disso, outras sondas chegaram para abastecer o grupo, que até este momento se alimentava com duas colheradas de atum em lata e meio copo d'água a cada dois dias. "A alimentação foi melhorando gradualmente e é muito bem equilibrada", afirmou Iturra.

Pelas sondas, os 33 também receberam "cartas, medicamentos e roupas", segundo Jean Romagnoli, um dos médicos encarregados de monitorá-los. "Fazemos mais ou menos de 40 a 50 (remessas) por dia", que também levaram coisas tão diversas como camas desmontáveis, uma ducha de camping, um projetor de vídeo, um aparelho de MP3 para ouvir música, livros e jogos.

Carregar e descarregar as sondas é uma parte importante da rotina de trabalho na mina San José, assim como remover o entulho que ia caindo à medida que a sonda perfurava o duto do resgate.

No sábado, os mineiros chegaram a realizar uma explosão controlada para limpar a área de chegada da cápsula que será usada para içá-los até a superfície. "Eles também precisam controlar a água e fazer a manutenção das máquinas que estão lá embaixo", contou Iturra.

Os mineiros também fazem uma hora de exercícios físicos por dia, incluindo corridas na galeria de 1,5 km onde se refugiaram depois do acidente que bloqueou a entrada da mina. O grupo também recebeu instruções de primeiros socorros, psicologia positiva e expressão oral, esta para se prepararem para enfrentar os centenas de jornalistas que os esperam na saída.

Durante seu tempo livre, os mineiros jogam dominó e dados, escrevem para as famílias ou assistem a algo no projetor - no qual acompanharam até uma partida de futebol da seleção chilena contra a Ucrânia, disputada no dia 7 de setembro.

Jimmy Sánchez, 19 anos, o mais novo do grupo, "lê todos os jornais". "Acho que ele sabe tudo o que acontece no Chile e no mundo, mas acho que o mais importante é o que está sendo dito aqui fora sobre eles", disse Janet Lagues, tia do jovem.

Eles "fazem muitas orações", contou Doris Contreras, mãe de Pedro Cortez. Alguns até descobriram novas vocações: Cortez foi o cinegrafista de todos os vídeos enviados para as autoridades; Víctor Zamora começou a escrever poemas e "vai acabar escrevendo um livro sobre sua experiência", afirmou sua mãe, Nelly Burgueño.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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