Voo de jornalista australiano deportado do Egito faz escala no Chipre
O jornalista australiano Peter Greste, condenado à prisão no Egito em junho de 2014 e deportado neste domingo pelo país, chegou ao Chipre em um voo da companhia Egyptair em uma escala de poucas horas antes de continuar a viagem de volta à Austrália.
A informação foi dada pela emissora "Al Jazeera", para a qual o jornalista trabalha. Greste foi condenado à prisão junto a dois companheiros por ser acusado de danificar a imagem do país e colaborar com a Irmandade Muçulmana, e permaneceu 400 dias preso.
A detenção ocorreu em dezembro de 2013 em um hotel do Cairo. Depois, foi sentenciado junto a outros dois repórteres da emissora catariana, entre sete e dez anos de prisão.
Os dois companheiros de Greste, o egípcio com passaporte canadense Mohammed Fahmi e o egípcio Baher Mohammed, ainda permanecem na prisão.
Greste está acompanhado por seu irmão no voo e se encontra em bom estado de saúde, segundo informaram fontes do canal.
O Egito ordenou sua deportação neste domingo, já que, segundo disse uma fonte oficial à agência estatal de notícias "Mena", o presidente egípcio, Abdul Fatah al Sisi, aceitou sua mudança.
Em comunicado emitido hoje, a "Al Jazeera" expressou sua "satisfação" pela decisão, o que permite que Greste saia do Egito após mais de 13 meses na prisão, e pediu que os outros dois jornalistas também sejam libertados.