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Polícia prende 33 por manter relações homossexuais no Egito

Os homens estavam em um centro de estética que oferece serviços de sauna e massagens

8 dez 2014 16h24
| atualizado às 17h57
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Um grupo de 33 homens, todos de nacionalidade egípcia, foi detido por manter relações homossexuais em um centro de estética no Cairo, informou nesta segunda-feira à Agência Efe uma fonte de segurança.

A batida foi efetuada pela polícia ontem à noite neste local público, situado no bairro de Al Azbakiya, que oferecia serviços de sauna e massagens.

Segundo a fonte, a polícia sabia há muito tempo que o local era frequentado por homossexuais, mas até ontem não contava com a autorização judicial para efetuar sua operação.

A lei egípcia não persegue explicitamente à homossexualidade, mas "a libertinagem", motivo pelo qual os indiciados sempre enfrentam acusações de práticas imorais.

Por estas acusações foram condenados a penas de prisão mais de 15 egípcios nos últimos meses, algo muito criticado por organizações internacionais como a Human Rights Watch.

No último dia 1º de novembro, um tribunal egípcio sentenciou oito cidadãos a três anos de prisão, acusados de ter aparecido em um vídeo divulgado nas redes sociais no qual se representava um suposto casamento gay em um barco no rio Nilo.

Um dos casos mais polêmicos foi a detenção em 2001 de 52 pessoas no navio "Queen" no Cairo, frequentado então por homossexuais. No julgamento posterior, 21 dos processados foram condenados a três anos de prisão e trabalhos forçados.

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EFE   
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