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Na Nigéria, Lula condena terrorismo no sequestro de meninas

9 mai 2014
00h39
atualizado às 00h55
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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou nesta quinta-feira em Abuja, capital da Nigéria, onde participa do Fórum Econômico Mundial para a África, o "terrorismo" da seita islâmica Boko Haram, acusada de ter sequestrado mais de 200 meninas nesse país.

Lula foi recebido na Nigéria pelo presidente Goodluck Jonathan, a quem o ex-presidente transmitiu a "solidariedade" do povo brasileiro com o país africano
Lula foi recebido na Nigéria pelo presidente Goodluck Jonathan, a quem o ex-presidente transmitiu a "solidariedade" do povo brasileiro com o país africano
Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula / Divulgação

"Essas pessoas tem de ser condenadas e pagar o preço de sequestrar uma criança. Se sequestrar adulto já é abominável, sequestrar crianças e ficar ameaçando que vão entregá-las à prostituição, são três crimes em um só", disse o ex-presidente em declarações divulgadas em São Paulo pelo Instituto Lula.

Pelo menos 200 pessoas morreram em um novo ataque supostamente realizado pelo Boko Haram na Nigéria, segundo informou a imprensa local, enquanto o país segue pedindo a libertação das mais de 200 meninas sequestradas por esse mesmo grupo armado.

A escalada da violência na Nigéria tem comovido o país e a comunidade internacional, que condenou energicamente o rapto das menores de 18 anos, retidas desde o dia 14 de abril. "É importante que a gente diga de onde surgiu esse terrorismo. Porque depois da primavera árabe, da Guerra do Iraque, da Guerra da Líbia, do Kadafi, gente foi armada e continua armada por aí. Ou seja, soldados sem general. São pessoas bem armadas fazendo terrorismo pelo mundo inteiro", comentou Lula.

Para o ex-presidente, "essas pessoas não merecem perdão, nem de Deus, nem de Alá, nem meu, nem teu", mas alertou: "Temos que ter cuidado para isso não ser usado contra a África, porque tudo o que acontece na África a gente superdimensiona, e isso gera desconfiança."

Lula foi recebido na Nigéria pelo presidente Goodluck Jonathan, a quem o ex-presidente transmitiu a "solidariedade" do povo brasileiro com o país africano e se ofereceu, pessoalmente, para qualquer tipo de ajuda que possa contribuir com a libertação das meninas.

O Boko Haram, grupo armado responsável por vários ataques no nordeste do país, base espiritual e de operações da milícia islamita, reivindicou na segunda-feira passada, através de um vídeo, o sequestro de mais de 200 meninas cometido em uma escola de Chibok, também em Borno.

EFE   
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