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África

Trabalhadora humanitária francesa é morta em ataque com drone na República Democrática do Congo

A morte foi confirmada pelo presidente francês, Emmanuel Macron. Duas explosões foram ouvidas durante a madrugada de quarta-feira (11) na cidade de Goma, capital da província de Kivu do Norte, no leste da República Democrática do Congo (RDC). De acordo com os rebeldes do AFC/M23, um grupo armado apoiado por Ruanda, que controla a cidade, realizou ataques com drones contra uma área residencial. O grupo armado relatou três mortes, incluindo a de "uma trabalhadora humanitária francesa do Unicef".

11 mar 2026 - 13h57
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A informação foi confirmada pela comissária europeia Hadja Lahbib. Eram 4h da manhã quando um som abafado precedeu as chamas e a fumaça. Segundo informações, pelo menos duas explosões foram ouvidas na noite passada na cidade de Goma. Diversas fontes mencionam dois drones. O primeiro teria caído no Lago Kivu e o segundo teria atingido uma casa.

Na foto, a casa onde morava a trabalhadora humanitária francesa da Unicef, em 11 de março de 2026.
Na foto, a casa onde morava a trabalhadora humanitária francesa da Unicef, em 11 de março de 2026.
Foto: © RFI / RFI

"Um ataque com drone atingiu um prédio residencial em Goma, na República Democrática do Congo, onde vivem trabalhadores humanitários e funcionários da União Europeia", condenou Hadja Lahbib, comissária europeia para a Ajuda Humanitária.

O AFC/M23, grupo rebelde que controla a cidade, atribui o ataque ao Exército congolês, relata três mortes e menciona vários feridos. Um dos corpos encontrados nos escombros da casa atingida era o de uma trabalhadora humanitária francesa, cuja morte foi confirmada por Emmanuel Macron. Em uma publicação feita esta manhã na rede social X, o presidente francês ofereceu à família "o apoio e as condolências da nação". Ele também pediu respeito ao direito humanitário e à proteção do pessoal humanitário.

"Trabalhadores humanitários nunca devem ser alvejados. O direito humanitário internacional deve sempre ser respeitado", acrescentou a comissária europeia para a Ajuda Humanitária em sua publicação no X.

Segundo informações, o fogo ainda não havia sido controlado na residência por volta das 9h da manhã, horário local. O telhado foi arrancado. Marcas do impacto são visíveis nas paredes. O complexo afetado fica próximo ao Lago Kivu, no bairro de Katindo, em Goma. É um local onde várias autoridades, atuais e antigas, têm casas, situado a cerca de 100 metros da casa de Olive Kabila, esposa do ex-presidente Joseph Kabila, que foi condenado à morte pela justiça congolesa por seus vínculos com o movimento rebelde AFC/M23. Embora seja impossível afirmar que o ex-presidente era o alvo - que, segundo informações, sequer estava presente - o AFC/M23 acusa Kinshasa de estar por trás do ataque.

Um incidente que não é isolado

Segundo o grupo armado, um drone já havia sido visto sobrevoando Goma na noite de domingo.

De Bruxelas, o ministro das Relações Exteriores da Bélgica, Maxime Prévôt, acredita que este não é um "incidente isolado". Em uma publicação no X, o chefe da diplomacia belga observa a "proliferação deste tipo de ataque, em violação ao cessar-fogo, realizado por todas as partes recentemente", antes de condenar a violência, que descreve como indiscriminada, e pedir negociações. O governo congolês ainda não respondeu aos pedidos de comentários.

No local, uma equipe do Mecanismo Conjunto Ampliado de Verificação da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL) e uma equipe da Monusco, uma missão de estabilização da Organização das Nações Unidas na República Democrática do Congo, visitaram o local esta manhã.

RFI com AFP

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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