Script = https://s1.trrsf.com/update-1784747113/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

África

Publicidade

Ebola avança na República Democrática do Congo em meio a greve de profissionais de saúde

Profissionais de saúde em um centro de tratamento de Ebola no leste da República Democrática do Congo entraram em greve neste sábado (25) por causa de problemas relacionados ao pagamento, interrompendo o atendimento aos pacientes no epicentro do surto, que avança rapidamente pelo país.

25 jul 2026 - 14h28
Compartilhar
Exibir comentários

Os casos confirmados de ebola na República Democrática do Congo chegam a 2.973, incluindo 1.309 mortes, segundo dados divulgados pelo governo na sexta‑feira, em um surto que autoridades descrevem como o de crescimento mais rápido já registrado.

As atividades no Centro de Tratamento de Ebola Elikya, em Bunia, na província de Ituri, ficaram amplamente paralisadas depois que médicos, enfermeiros e agentes de segurança interromperam o trabalho.

Cerca de 100 profissionais de saúde protestaram em frente ao centro de tratamento neste sábado. Eles afirmaram que salários não pagos estão minando a moral da equipe e prejudicando o atendimento aos pacientes, e pediram às autoridades congolesas que quitem os atrasados para que eles possam retomar suas funções.

Em comunicado divulgado na sexta‑feira, os funcionários disseram ter votado pela greve a partir de sábado até que fossem encontradas "soluções concretas" para resolver "dois meses de pagamentos de desempenho não pagos".

Na semana passada, profissionais de saúde do Hospital Geral de Bunia, o maior centro médico da região, entraram em greve por causa de salários não pagos. Alguns disseram que não receberam qualquer pagamento desde que começaram a trabalhar no início do surto.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que mais de 100 profissionais de saúde foram infectados desde o começo da epidemia.

O país da África Central enfrenta o surto de ebola desde 15 de maio. Segundo dados do ministério da Saúde, 766 pacientes permanecem isolados ou hospitalizados, enquanto 540 já se recuperaram.

A província oriental de Ituri concentra quase 90% dos casos confirmados.

O surto continua a se espalhar mais rápido do que as autoridades sanitárias conseguem acompanhar, apesar da ampliação das ações de resposta.

Um dos principais desafios é que as autoridades de saúde ainda não identificaram o caso índice do surto, enquanto deslocamentos provocados por conflitos armados e movimentos ligados à mineração dificultam o rastreamento de milhares de pessoas que tiveram contato com indivíduos infectados.

Falta de financiamento 

A resposta ao surto enfrenta obstáculos como falta de financiamento, ataques a centros de saúde, conflitos contínuos no leste da República Democrática do Congo e desconfiança entre comunidades locais.

Os esforços também são dificultados pela ausência de vacinas ou tratamentos aprovados para o vírus Bundibugyo, ao contrário da cepa mais comum, a Zaire, para a qual já existe vacina e que foi responsável pela maior parte dos 16 surtos anteriores registrados.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que o risco global de o surto se espalhar para além da África Central permanece baixo, observando que o ebola é transmitido por contato direto com fluidos corporais de uma pessoa infectada, e não pelo ar, o que o torna muito menos transmissível do que vírus respiratórios.

Com agências

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra