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Adesão de Finlândia e Suécia à Otan não ameaça Rússia, diz Putin

Presidente disse que resposta dependerá de bases militares

16 mai 2022 10h31
| atualizado às 10h44
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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta segunda-feira (16) que não tem "problemas" com Finlândia e Suécia e que sua provável adesão à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) não cria ameaças para Moscou.

Vladimir Putin durante evento da OTSC em Moscou
Vladimir Putin durante evento da OTSC em Moscou
Foto: EPA / Ansa - Brasil

"A expansão da Otan é artificial", afirmou o líder russo durante a cerimônia de aniversário da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC), aliança militar de ex-repúblicas soviéticas, de acordo com a agência de notícias estatal Tass.

"A Rússia não tem problemas com Finlândia e Suécia, sua possível adesão à Otan não cria qualquer ameaça direta para a Rússia", acrescentou. De acordo com Putin, a resposta de Moscou à ampliação da aliança ocidental vai depender de como ocorrerá a instalação de infraestruturas militares nos dois países escandinavos.

"Vamos ver o que vai acontecer com base nas ameaças que serão criadas para nós. Na verdade, o problema está surgindo do nada", afirmou o presidente. No entanto, no último sábado (14), o próprio Putin havia dito ao chefe de Estado da Finlândia, Sauli Niinisto, que a entrada do país na Otan seria um "erro".

Finlândia e Suécia são integrantes da União Europeia, mas historicamente mantiveram uma posição de neutralidade militar entre o Ocidente e a Rússia. No entanto, a invasão à Ucrânia fez os dois países repensarem seu status, especialmente a Finlândia, que tem 1,3 mil quilômetros de fronteira com o território russo.

Os parlamentos sueco e finlandês votarão as candidaturas dos dois países à Otan nesta semana, que devem ser aprovadas com ampla maioria em ambos os casos.

As duas nações escandinavas não devem ter dificuldades para entrar na aliança, apesar das ressalvas da Turquia, que as acusa de dar refúgio a curdos. "A Finlândia e a Suécia precisam parar de dar apoio aos terroristas do PKK [Partido dos Trabalhadores do Curdistão]", afirmou no domingo (15) o ministro turco das Relações Exteriores, Mevlut Cavusoglu, após uma reunião da Otan em Berlim.

No entanto, o chanceler italiano, Luigi Di Maio, garantiu nesta segunda-feira que Ancara não vetará a entrada de Helsinque e Estocolmo. "Escutei palavras razoáveis da Turquia nos últimos dias, ela está aberta ao diálogo. Estamos de acordo com portas abertas da Otan para esses dois países", disse.

Ansa - Brasil   
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