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Morre Claudio Weber Abramo, fundador da Transparência Brasil

Jornalista era um das principais referências em combate à corrupção e foi um dos articuladores da elaboração da Lei de Acesso à Informação

12 ago 2018
23h14
atualizado em 13/8/2018 às 07h12
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Morreu neste domingo, aos 72 anos, o jornalista Cláudio Weber Abramo, vice-presidente da ONG Transparência Brasil, entidade da qual foi fundador e diretor-executivo por 15 anos. Ele estava internado no Hospital Samaritano, em São Paulo, e não resistiu às complicações decorrentes de um câncer. Cláudio Weber Abramo deixa mulher, quatro filhos, seis netos e uma enteada.

Nos últimos tempos, Weber Abramo se dedicava à ONG "dados.org", trabalhando com transparência e informações abertas do setor público
Nos últimos tempos, Weber Abramo se dedicava à ONG "dados.org", trabalhando com transparência e informações abertas do setor público
Foto: Paulo Lopes / Futura Press

O velório será nesta segunda-feira, 13, na Funeral Home (rua São Carlos do Pinhal, 376, no bairro da Bela Vista, em São Paulo). O corpo será cremado à tarde no cemitério Horto da Paz.

Bacharel em matemática pela USP e mestre em filosofia da ciência pela Unicamp, Claudio Weber Abramo era uma das principais referências no jornalismo de dados, combate à corrupção e pela integridade das instituições públicas. Foi um dos mais importantes articuladores para a elaboração da Lei de Acesso à Informação (LAI), aprovada em 2011.

Claudio Weber Abramo também foi responsável pela criação de ferramentas online pioneiras que ajudaram jornalistas a trabalhar melhor com dados públicos. Entre elas estão o "Às Claras", que reunia dados sobre doações e gastos de campanhas de candidatos a cargos eletivos, e o Excelências - ferramenta que reúne informações sobre a atuação dos congressistas, como votações, presença em sessões, bens declarados e processos na Justiça dos quais são alvo - que ganhou o Premio Esso de Jornalismo de 2006.

Nos últimos tempos, Weber Abramo se dedicava à ONG "dados.org", que também havia criado, e que trabalhava com transparência e informações abertas do setor público.

Filho do jornalista Claudio Abramo, ex-diretor de redação dos jornais "O Estado de São Paulo" e "Folha de São Paulo", e de Hilde Weber, primeira mulher a exercer a profissão de chargista no Brasil, Claudio Weber Abramo também colaborou para os principais veículos de comunicação do País. Foi editor de Economia da "Folha de São Paulo" e editor-executivo da "Gazeta Mercantil", entre outros.

"Perdemos um batalhador pelas melhores causas e um amigo do bom jornalismo", disse o presidente da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), Daniel Bramatti. "Claudio Weber Abramo será sempre uma inspiração para quem luta pela democracia, pela transparência e pela aplicação correta dos recursos públicos. Na Abraji, as bandeiras que ele defendeu continuam erguidas."

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Estadão Conteúdo

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