Morre, aos 50 anos, a cantora Preta Gil
A cantora Preta Gil faleceu neste domingo(20) aos 50 anos. Segundo informações da família, a cantora teve uma piora em seu quadro de saúde, desde a última quarta-feira. A artista estava em tratamento nos Estados Unidos contra um câncer. A notícia do falecimento foi divulgada pelo pai, Gilberto Gil, e Flora Gil, a madrasta.
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Qual é o tipo de câncer de Preta Gil?
Inicialmente, Preta foi diagnosticada com um câncer no reto em 2023. Removeu com cirurgia e seguiu o tratamento com quimioterapia. Posteriormente, em 2024, a doença retornou e 6 novos focos foram identificados no peritônio e no sistema linfático. Preta fez uma nova cirurgia para remoção que durou 21 horas.
Depois, ficou usando bolsa de colostomia. "Eu estou me acostumando com a minha bolsinha de colostomia. Sim, eu tive que colocar uma bolsa de colostomia dessa vez definitiva e não provisória, como foi a do ano passado. Dessa vez, eu vou ficar pra sempre com essa bolsinha. Eu sou muito grata a ela por isso, estou me acostumando e as enfermeiras de ileostomia me dando aulas, dicas de como vai ser em casa", afirmou ela na época.
Preta Gil: a força de uma voz que transformou a cultura brasileira
Filha de Gilberto Gil, um dos maiores nomes da MPB, Preta Gil construiu sua própria trajetória e se tornou uma figura essencial para a cultura brasileira contemporânea. Cantora, atriz, apresentadora e ativista, ela desafiou padrões, promoveu representatividade e deu visibilidade a temas urgentes como o combate ao preconceito, a valorização do corpo feminino e a liberdade sexual.
Desde sua estreia na música, com o álbum Preta (2003), Preta Gil deixou claro que sua arte não seguiria regras convencionais. Misturando ritmos como pop, samba, funk e MPB, ela mostrou autenticidade em um cenário que muitas vezes cobra padronização. Ao longo da carreira, lançou sucessos como "Sinais de Fogo" e comandou o famoso Bloco da Preta, um dos maiores do Carnaval carioca, reunindo multidões e promovendo diversidade.
Além da música, Preta se destacou como uma importante voz no ativismo social. Foi pioneira ao abordar temas como gordofobia, racismo estrutural, bissexualidade e feminismo nas mídias tradicionais e nas redes sociais. Sua postura sempre combativa e honesta inspirou outras artistas e abriu caminhos para que mais pessoas pudessem se reconhecer na cultura pop brasileira.
Nas redes sociais, amigos, fãs e familiares prestaram homenagens.
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* Reportagem em atualização