Moraes autoriza visitas permanentes de filhos de Bolsonaro
Ministro do STF libera filhos e enteada de Bolsonaro a visitarem ao pai sem a necessidade de novas autorizações
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou nesta sexta-feira (2) que os 4 filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro e sua enteada possam visitá-lo no local onde está preso em Brasília, na Superintendência da Polícia Federal (PF). Assim, eles não precisariam de novas autorizações para fazer visitação.
São autorizadas de antemão as futuras visitas do senador Flávio Bolsonaro, seus irmãos Carlos Bolsonaro, Jair Renan, Laura e a enteada Letícia Firmo da Silva.
Ainda assim, suas visitas ocorrerão dentro dos dias e horários estabelecidos pela PF, às terças e quintas-feiras, das 9h às 11h, com duração de meia hora, e sendo limitados a dois familiares por dia, com cada familiar visitando ao preso separadamente.
A esposa e ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro tem a mesma autorização de visitas permanentes a Bolsonaro.
Nessa quinta-feira(1), Jair Bolsonaro voltou à Superintendência da PF em Brasília após receber alta do hospital DF Star, onde estava internado desde a véspera de Natal para a realização de cirurgias.
Moraes nega domiciliar e Bolsonaro continua preso após internação
No primeiro dia do ano, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes negou o pedido de prisão domiciliar humanitária da defesa de Jair Bolsonaro, após o ex-presidente deixar o Hospital DF Star, em Brasília, onde está internado desde a véspera do Natal.
Moraes citou a ausência de requisitos legais para a concessão da prisão domiciliar e o risco concreto de fuga para negar o pedido.
Decisão de Moraes
"Há total ausência dos requisitos legais para a concessão de prisão domiciliar, bem como diante dos reiterados descumprimentos das medidas cautelares diversas da prisão e de atos concretos visando a fuga, inclusive com dolosa destruição da tornozeleira eletrônica, necessário a manutenção do cumprimento da pena privativa de liberdade em regime fechado, para a efetiva aplicação da lei penal e de decisão judicial transitada em julgado", diz sua decisão.
A defesa protocolou o pedido no STF, no último dia do ano (31), após Jair Bolsonaro passar por uma série de procedimentos médicos na última semana.