Ministro de Israel denuncia à ONU plano do Irã para destruir o país
O governo israelense elevou o tom em direção à ONU, acusando o Irã de planejar a destruição de seu território. O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa'ar, encaminhou ao Conselho de Segurança uma carta detalhando o que classificou como um "plano estratégico" de Teerã para eliminar o país, ressaltando que, diante dessas ameaças, Israel garante estar pronto para reagir.
"O Irã tem um plano estratégico para eliminar Israel. Israel não pode e não aceitará a ameaça de extermínio!", escreveu Sa'ar no X ao anexar o documento.
Irã no centro da crise
No texto, Sa'ar afirma que o ofensiva israelense contra o Irã foi justificada por um "desenvolvimento crítico no programa de armas nucleares do Irã" e que teve como objetivo impedir "a ameaça iminente de novos ataques com mísseis e armas nucleares iranianos". Ele descreve o ataque como uma ação "como medida de último recurso".
Em outra frente diplomática, o ministro Israel Katz também recorreu à ONU para explicar as operações militares israelenses contra o Irã. Em carta dirigida ao Conselho de Segurança, Katz destaca uma "ameaça contínua e direta" de Teerã, enfatizando que o país financia e arma grupos como Hezbollah, no Líbano, e Houthis, no Iêmen, além de promover ações hostis contra Israel.
Para Katz, as iniciativas são justificadas pela cláusula de legítima defesa da Carta das Nações Unidas, em resposta aos atos agressivos do regime iraniano. Ele ainda criticou a inação do Conselho, afirmando que isso fortalece o que chamou de "eixo do mal", composto por Teerã e Damasco.
O ministro apelou à ONU para classificar o Irã como ator desestabilizador, exigir sanções imediatas e convocar uma sessão de emergência. Ele citou ameaças recentes de represália por parte de Teerã caso países árabes forneçam apoio logístico aos Estados Unidos.
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