Menino de 8 anos sofre amputações após confusão entre bomba e peça de bicicleta no Rio
Criança sofreu mutilações e queimaduras graves ao manipular artefato explosivo no Complexo da Pedreira; caso está sendo investigado pela Polícia Civil
Um menino de apenas 8 anos foi vítima de uma tragédia na manhã de quinta-feira, 19, no Complexo da Pedreira, em Costa Barros, zona norte do Rio de Janeiro. A criança teria confundido um artefato explosivo com uma peça de bicicleta e acabou sofrendo ferimentos gravíssimos após o objeto detonar em suas mãos. A explosão provocou a amputação da mão direita do garoto, além da perda do dedão de um pé e do dedo mínimo do outro. Ele também sofreu queimaduras extensas em diversas partes do corpo.
Após o acidente, o menino foi socorrido às pressas por moradores da comunidade e levado para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, onde passou por uma cirurgia de emergência. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, ele está internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica. Ainda não há previsão de alta.
De acordo com informações preliminares, o artefato seria uma bomba caseira ou de fabricação improvisada, possivelmente deixada no local por criminosos da região. A criança estaria brincando na rua quando encontrou o objeto, que teria chamado sua atenção por parecer uma peça de bicicleta — algo comum no cotidiano infantil.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro abriu investigação para apurar a origem do explosivo. O caso está sob responsabilidade da Delegacia de Bonsucesso (21ª DP), que já realizou uma perícia no local da explosão e recolheu fragmentos do artefato. Imagens de câmeras de segurança das proximidades também estão sendo analisadas para tentar identificar quem deixou o objeto no local.
A tragédia reacende o alerta sobre os riscos enfrentados por moradores de áreas dominadas pelo tráfico ou por milícias, onde armas e explosivos podem ser deixados expostos em locais públicos, colocando em risco principalmente a vida de crianças.
Organizações de direitos humanos e entidades de proteção à infância lamentaram o ocorrido e cobraram das autoridades medidas urgentes para garantir maior segurança nas comunidades. O Conselho Tutelar também acompanha o caso e oferece apoio à família da vítima.
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